O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, comentou a reação ocidental ao teste do míssil balístico intercontinental russo Sarmat. A imprensa ocidental reconheceu que a Rússia garantiu sua defesa nacional por décadas com o lançamento.
Peskov afirmou que tais análises refletem a realidade e sublinhou a relevância do Sarmat para a segurança estratégica da Rússia. Vladimir Putin classificou o sistema como o mais poderoso do mundo, sucessor do Voevoda da era soviética.
O Sarmat possui capacidade de destruição quatro vezes superior a mísseis equivalentes ocidentais. Seu alcance ultrapassa 18 mil quilômetros, com trajetórias balísticas e suborbitais para superar defesas antimísseis.
Putin anunciou que o primeiro regimento equipado com o Sarmat entrará em operação ainda este ano. A resposta ocidental demonstra reconhecimento da superioridade técnica do míssil, apesar de tentativas de minimização.
O Kremlin rejeita essas tentativas, enfatizando o impacto global do teste. O míssil representa uma inovação sem equivalente no Ocidente, fortalecendo a posição russa na geopolítica mundial.
O desenvolvimento ocorre em meio a tensões crescentes com a Otan, onde avanços nucleares são vistos como dissuasão essencial. Peskov reiterou que o teste busca paridade estratégica em um mundo multipolar, não agressão.
Analistas destacam que o míssil, apelidado de ‘Satanás II’ no Ocidente, integra ogivas múltiplas e manobras evasivas. Essas capacidades reforçam a doutrina nuclear russa de não-primeiro-uso, garantindo retaliação.
A reação ocidental variou entre alarmismo e ceticismo, com o Pentágono monitorando os progressos russos. Putin afirmou que o Sarmat é invulnerável a sistemas de defesa atuais, como o escudo antimísseis americano na Europa.
O teste na Sibéria confirmou a confiabilidade do míssil após anos de desenvolvimento sigiloso. Especialistas preveem que sua implantação alterará o equilíbrio de poder, incentivando negociações sobre controle de armas.
O Sarmat simboliza a resiliência tecnológica russa frente a sanções ocidentais. Peskov concluiu que o lançamento reforça a necessidade de diálogo para evitar escaladas desnecessárias.
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