Advogados de Mahmoud Khalil exigem suspensão imediata de deportação nos EUA

Mahmoud Khalil participa de manifestação com bandeira da Palestina ao fundo. (Foto: aljazeera.com)

Os advogados de Mahmoud Khalil, ex-estudante palestino da Universidade de Columbia, apresentaram pedido para reabertura e encerramento de seu processo de deportação nos Estados Unidos. A defesa alega que as medidas contra Khalil foram motivadas por seu ativismo pró-Palestina e violam princípios fundamentais de justiça.

O caso envolve ações do governo americano que seus defensores classificam como politicamente direcionadas. Investigações jornalísticas recentes revelaram manipulações no Departamento de Justiça durante a administração Trump relacionadas ao processo.

Johnny Sinodis, advogado de Khalil, afirmou que as novas evidências confirmam irregularidades no procedimento adotado. O caso recebeu tratamento prioritário no Conselho de Apelações de Imigração, acelerando o processo de forma atípica.

Três juízes se recusaram a participar do julgamento, episódio considerado raro por especialistas em imigração. Essa recusa reforça as alegações de viés no trâmite judicial do caso.

A administração Trump justificou a deportação como resposta a supostas ameaças de antissemitismo. Nenhuma prova concreta foi apresentada contra Khalil, que nunca enfrentou acusações criminais formais.

Uma investigação do FBI sobre suposta incitação à violência foi arquivada por falta de evidências. Autoridades americanas utilizaram uma provisão obscura da Lei de Imigração e Nacionalidade para alegar risco à segurança nacional.

Essa abordagem gerou debates sobre os limites da liberdade de expressão para residentes permanentes. Khalil foi questionado sobre detalhes de seu emprego anterior na agência da ONU para refugiados palestinos em sua solicitação de visto.

Seus advogados sustentam que o governo busca intimidar ativistas pela causa palestina. Em junho de 2025, um juiz federal ordenou a liberação de Khalil da detenção imigratória.

Um tribunal de apelações reverteu a decisão alegando falta de jurisdição. Durante o período de recurso, as autoridades federais estão proibidas de detê-lo ou executar sua deportação.

Segundo reportagem da Al Jazeera, o pedido de suspensão baseia-se em evidências recentes de má conduta governamental. A defesa busca anular todo o processo para evitar a remoção forçada de Khalil.

O caso evidencia as tensões entre políticas de imigração e direitos civis nos Estados Unidos. Especialistas alertam que ações como essa podem desencorajar vozes dissidentes em universidades americanas.

Khalil permanece nos Estados Unidos sob restrições enquanto aguarda resolução judicial. Seus advogados avaliam que as novas provas aumentam as chances de reverter a ordem de deportação.


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