O deputado federal Rogério Correia, do Partido dos Trabalhadores de Minas Gerais, desafiou recentemente o pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, e o senador Carlos Viana, do Partido Social Democrático de Minas Gerais. Correia instiga ambos a assinarem a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Dark Horse, que visa investigar o uso de recursos públicos e de origem ilícita no financiamento do filme em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Correia destacou a importância da investigação para esclarecer a origem dos fundos utilizados na produção do filme, que tem Eduardo Bolsonaro como produtor-executivo. Ele argumenta que o custo de US$ 24 milhões, equivalente a mais de R$ 134 milhões na época, é desproporcional para uma produção cinematográfica. A Polícia Federal está investigando se esses recursos foram usados por Eduardo Bolsonaro durante sua estadia nos Estados Unidos.
O deputado mineiro também mencionou a possibilidade de envolvimento de emendas parlamentares no financiamento do filme, com cerca de R$ 2,6 milhões supostamente enviados por meio de “emendas pix”. Entre os políticos sob suspeita estão figuras como Alexandre Ramagem, Carla Zambelli, Bia Kicis, Mário Frias e Marcos Pollon, todos do Partido Liberal.
Além disso, a proposta de CPMI busca investigar a relação entre o banqueiro Daniel Vorcado, suspeito de liderar um esquema de fraude de R$ 50 bilhões, e a família Bolsonaro. Segundo Correia, Vorcado teria a prática de lavar dinheiro para políticos de direita, e seu cunhado, Fabiano Zettel, teria repassado R$ 40,9 milhões para uma igreja em Belo Horizonte.
Correia enfatizou que a investigação poderia comprometer a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência. A proposta de CPMI surge em um contexto de discussões políticas no Brasil, com a oposição buscando responsabilizar figuras proeminentes do governo anterior por supostas irregularidades.
Segundo o portal Metrópoles, a divulgação de áudios entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcado, onde o político cobra uma parcela atrasada de um contrato milionário, intensificou as suspeitas sobre o financiamento do filme.
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