O dia 15 de maio marca a Nakba, data de profunda dor e resistência para os palestinos. Em 1948, a declaração do Estado de Israel desencadeou a destruição de suas terras e o deslocamento de centenas de milhares de pessoas.
Seus descendentes ainda aguardam o retorno, enquanto a situação na Cisjordânia evoca uma nova catástrofe. Comunidades palestinas são forçadas a abandonar suas terras diariamente, segundo relatos de ativistas locais.
Salah Khawaja, coordenador da Comissão de Resistência Popular Não Violenta ao Muro e à Colonização, observa esses deslocamentos. Ele afirma que a história se repete com ações de grupos extremistas sob o silêncio da comunidade internacional.
O governo de Israel aprovou 103 novos assentamentos na Cisjordânia desde 2022. Embora considerados legais por autoridades israelenses, são ilegais conforme o direito internacional.
A ONU registra que Israel estabeleceu 79 assentamentos entre 1967 e 1979. Khawaja alerta para planos de legalizar mais 18 postos avançados, elevando o total para mais de 120.
Essa expansão ameaça fragmentar o território palestino e limitar opções para um Estado viável. A Cisjordânia é dividida em áreas A, B e C, com a maior parte da Área C sob controle israelense.
Desde 2025, assentamentos considerados ilegais até por Israel se espalham para áreas B e A. Sharon Dolev, diretora do B’Tselem, alerta para o impacto devastador sobre comunidades palestinas.
Ela documenta ataques e assédios de colonos, temendo uma nova revolta palestina. O major-general Avi Bluth, do Comando Central de Israel, acredita que a indiferença palestina não durará diante da escalada de tensões.
Cerca de 40 mil palestinos foram forçados a deixar suas casas desde o início de 2025. Comunidades beduínas sofrem desproporcionalmente com esses deslocamentos.
Em janeiro de 2026, 135 famílias abandonaram Ras ‘Ein al ‘Auja. O ministro das Finanças Bezalel Smotrich celebrou a destruição de oliveiras palestinas para abrir espaço a novos assentamentos.
Smotrich declarou que milhares de oliveiras foram arrancadas para destruir a ideia de um Estado palestino. O Knesset revisa uma lei que concederá a Israel controle sobre sítios arqueológicos na Cisjordânia.
Khawaja vê a medida como tentativa de apagar a história palestina. Arqueólogos internacionais criticam a iniciativa como uma anexação de fato.
Ao relembrar a Nakba de 1948, os palestinos confrontam uma realidade de deslocamento contínuo. A resistência palestina ressoa como um retumbante ‘não’ à nova catástrofe imposta pela expansão israelense.
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