Um robô subaquático autônomo, desenvolvido pela Woods Hole Oceanographic Institution (WHOI), está revolucionando o estudo da biodiversidade em recifes de coral. Utilizando sensores acústicos e câmeras de alta resolução, o equipamento é capaz de mapear a vida marinha de forma autônoma. Durante testes realizados em Joel’s Shoal, nas Ilhas Virgens Americanas, o robô, chamado Curious Underwater Robot for Ecosystem Exploration (CUREE), seguiu uma barracuda por mais de 300 metros, demonstrando sua eficácia em ambientes complexos.
Os recifes de coral, apesar de ocuparem menos de 0,1% do espaço físico dos oceanos, abrigam cerca de um quarto de todas as espécies marinhas. No entanto, esses ecossistemas enfrentam ameaças significativas, como pesca excessiva e aumento da temperatura dos oceanos. Monitorar esses locais é um desafio, pois a vida marinha se concentra em hotspots específicos, tornando o uso de mergulhadores humanos uma tarefa cara e limitada. O CUREE, ao integrar hidrofones e câmeras, consegue detectar sons sutis de camarões e peixes, permitindo a identificação de áreas com maior concentração de vida marinha.
Segundo Seth McCammon, roboticista da WHOI, a combinação de sensores acústicos passivos com câmeras oferece uma visão ampla e detalhada do ambiente marinho. Durante os testes, o robô detectou sinais de peixes a até 82 pés de distância, destacando sua capacidade de localizar hotspots de vida marinha. Em um experimento, o CUREE rastreou uma barracuda por quase dez minutos, com apenas breves intervenções de um mergulhador humano para ajustes, mostrando a eficiência do sistema autônomo.
Os resultados promissores do CUREE, publicados na revista Science Robotics, representam um avanço significativo na tecnologia de monitoramento ambiental. Conforme relatado pelo portal Olhar Digital, essa inovação pode transformar a forma como os pesquisadores estudam e preservam os recifes de coral, oferecendo uma ferramenta eficaz para enfrentar as ameaças ambientais que esses ecossistemas enfrentam.
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