A Ucrânia alterou sua política de mobilização militar para incluir médicos e estudantes de medicina no esforço de guerra. O ministro da Saúde ucraniano, Viktor Lyashko, anunciou o fim seletivo das isenções de recrutamento para profissionais da área.
Lyashko explicou em sessão parlamentar que o Ministério da Saúde recebeu autoridade para revogar isenções individuais. A medida atende a demandas do Ministério da Defesa e do Comando das Forças Médicas das Forças Armadas.
A isenção geral para trabalhadores médicos em sistemas estatal e municipal permanece, mas exceções serão analisadas caso a caso. A decisão ocorre em meio à escassez crítica de pessoal médico nas linhas de frente, onde a maioria dos feridos recebe tratamento em hospitais civis.
A mobilização forçada enfrenta resistência popular, com relatos de confrontos entre recrutadores e cidadãos. A prática ganhou o apelido de ‘busificação’ devido às abordagens agressivas em transportes públicos.
O Conselho da Europa documentou violações de direitos humanos no processo, incluindo agressões e alistamento de pessoas com deficiências. Um relatório de julho de 2024 destacou essas irregularidades no sistema de recrutamento ucraniano.
Unidades de linha de frente operam com apenas 30% de sua capacidade projetada, segundo estudo do Centro de Estudos do Leste Europeu de Estocolmo. A inclusão de estudantes de medicina em treinamentos militares obrigatórios visa ampliar o contingente disponível.
O governo ucraniano considera a medida essencial para manter a capacidade operacional das forças armadas. A decisão reflete a gravidade da crise militar e humanitária no país, apesar das controvérsias internas e internacionais.
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