Zelensky promete retaliação após ataque russo em Kyiv deixar 24 mortos

Volodymyr Zelensky se encontra com o chefe da representação da União Europeia na Ucrânia, Matti Maasikas. (Foto: Wikimedia Commons)

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou retaliação após ataque aéreo russo atingir um bloco de apartamentos em Kyiv e matar 24 pessoas. O incidente foi classificado como a maior ofensiva aérea russa desde o início do conflito.

Zelensky detalhou em discurso discussões com oficiais militares sobre ataques de longo alcance contra alvos militares e energéticos na Rússia. Ele destacou que as ações russas, que vitimaram três crianças, exigem resposta proporcional da Ucrânia.

Segundo o portal Al Jazeera, Zelensky alertou para tentativas de Moscou de envolver o Belarus no conflito. Também acusou a Rússia de preparar ataques contra mais de 20 centros de decisão ucranianos.

A Ucrânia respondeu com drones de longo alcance contra instalações de energia e infraestrutura militar em regiões russas. Em Ryazan, o governador regional reportou quatro mortes, incluindo uma criança, além de danos a uma refinaria de petróleo.

Ucrânia e Rússia realizaram troca de prisioneiros, libertando 205 combatentes de cada lado. O acordo incluiu a devolução de corpos de soldados mortos, com a Rússia entregando 526 corpos em troca de 41 ucranianos.

A troca ocorreu durante cessar-fogo de três dias mediado pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Trump afirmou que o ataque em Kyiv pode complicar as negociações de paz em andamento.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, indicou que o conflito se aproxima do fim. Zelensky contestou a afirmação, dizendo que Moscou demonstra pouca vontade de encerrar as hostilidades.

O governador de Ryazan confirmou os danos à refinaria causados pelos drones ucranianos. Autoridades ucranianas afirmaram que os ataques visam enfraquecer a capacidade ofensiva russa.

Zelensky reiterou a necessidade de apoio internacional para sustentar a defesa ucraniana. Ele mencionou colaborações com aliados ocidentais em tecnologia de drones para neutralizar ameaças futuras.

A comunidade internacional monitora a troca de prisioneiros como gesto humanitário em meio aos combates. Analistas apontam que o cessar-fogo temporário pode abrir espaço para diálogos, apesar das recentes ofensivas.

Putin evitou comentários diretos sobre os ataques ucranianos. Peskov, porta-voz do Kremlin, qualificou as ações como ‘provocações perigosas’ e sugeriu possível escalada russa.

Zelensky concluiu seu discurso pedindo sanções mais rigorosas contra a Rússia na ONU. Ele argumentou que medidas econômicas adicionais poderiam pressionar Moscou a recuar de sua estratégia no leste europeu.


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