O governo de Israel intensificou sua máquina de relações públicas diante do colapso na percepção internacional sobre suas ações militares. A estratégia inclui aparições coreografadas de Benjamin Netanyahu na mídia dos Estados Unidos e campanhas digitais milionárias.
A operação Hasbara tenta reverter a rejeição global aos bombardeios em Gaza e no Líbano, além das provocações contra a República Islâmica do Irã. Analistas apontam que imagens documentadas em tempo real pelas vítimas impedem que as audiências ignorem a realidade dos fatos.
A professora Miriyam Aouragh, da Universidade de Westminster, afirma que a crise de imagem israelense é grande demais para técnicas tradicionais de manipulação. Matt Lieb, do podcast Bad Hasbara, destaca que o esforço bilionário de comunicação colide com a violência de colonos na Cisjordânia e os massacres em Gaza.
Autoridades de Israel classificaram como libelo de sangue uma reportagem do New York Times sobre crimes sexuais contra prisioneiros palestinos. O repórter Nicholas Muirhead observa que, embora o governo negue as alegações externamente, os abusos são discutidos pela própria mídia israelense.
Jornalistas como Emily Schrader e Oren Ziv debateram os limites éticos dessa propaganda estatal financiada pelo eixo imperialista. O controle das narrativas nas redes ocidentais não consegue mais silenciar as vozes de resistência dos povos soberanos.
A persistência das violações de direitos humanos na Palestina expõe as contradições das potências que financiam o extermínio. A verdade material sobre os crimes supera qualquer investimento em publicidade de guerra ou distorção narrativa.
Leia mais sobre o assunto na aljazeera.com.
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