Missão Mars escapade revela causas da perda atmosférica de Marte

A região de Uranius Dorsum em Marte, com crateras e formações geológicas. (Foto: Wikimedia Commons)

A NASA prepara o lançamento da missão Mars ESCAPADE, que enviará duas sondas gêmeas para investigar a perda da atmosfera marciana e a transformação climática que converteu Marte em um deserto árido ao longo de bilhões de anos.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley, liderados pelo cientista Robert Lillis, afirmam que a radiação solar foi o principal fator na erosão atmosférica do planeta. As sondas, desenvolvidas pela Rocket Lab e lançadas pelo foguete New Glenn, substituirão a sonda Maven, que encerrou suas operações principais.

O projeto representa uma mudança estratégica na exploração espacial, com custos reduzidos e parcerias entre agências e empresas privadas. As sondas chegarão a Marte em 2028 para analisar a dinâmica de escape dos gases remanescentes e a aceleração do plasma na atmosfera.

Segundo o editor-chefe do Space.com, Tariq Malik, a erosão causada pelo vento solar foi decisiva para a perda da habitabilidade marciana. Os dados coletados ajudarão a planejar futuras missões tripuladas e a entender a evolução de outros corpos celestes expostos a condições similares.

Além da ESCAPADE, o setor aeroespacial acompanha o desenvolvimento do foguete Starship V3 e os preparativos para as próximas fases da missão Artemis. Outras missões, como a Psyche, aproveitam trajetórias próximas a Marte para capturar imagens inéditas.

A iniciativa reforça a importância da pesquisa científica na compreensão dos processos climáticos e da evolução planetária, contribuindo para o avanço da soberania tecnológica na exploração espacial.

Leia mais sobre o assunto na space.com.


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