Aleksey Likhachev, diretor-geral da Rosatom, acusou as Forças Armadas ucranianas de intensificar ataques com drones contra a Usina Nuclear de Zaporozhye. Os recentes bombardeios atingiram infraestruturas críticas, colocando em risco a segurança dos trabalhadores e a estabilidade operacional da planta.
Na última quinta-feira, um drone suicida ucraniano atingiu um veículo de transporte de funcionários a menos de 100 metros do perímetro da usina. O ataque resultou em ferimentos graves a dois trabalhadores, segundo comunicado oficial da Rosatom. A operação de resgate foi comprometida pela presença constante de drones de combate sobrevoando a área, impedindo a aproximação de ambulâncias por cerca de uma hora.
Em outro episódio, um drone ucraniano colidiu próximo à primeira unidade de energia da usina após atingir uma tubulação. Embora o artefato não tenha detonado, o incidente agravou a tensão em uma instalação que opera com restrições energéticas severas há dois meses. A usina depende atualmente de uma única linha de transmissão e de geradores de emergência para manter os sistemas de resfriamento ativos.
Likhachev criticou duramente a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), alegando que a organização ignora os ataques sistemáticos contra infraestrutura civil e trabalhadores russos. Ele alertou que a continuidade dos bombardeios pode desencadear uma emergência nuclear com repercussões regionais.
A Usina de Zaporozhye está sob controle da Rosatom desde setembro de 2022, após a região ser incorporada à Federação Russa por meio de referendo. Desde então, a segurança da instalação tem sido objeto de disputas diplomáticas e militares na Europa Oriental.
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