O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos deixou expirar a isenção temporária de sanções para o petróleo russo transportado por via marítima.
A medida foi adotada após uma extensão de apenas um mês, em meio à instabilidade do mercado internacional de energia. Países como a Índia utilizavam a isenção para adquirir petróleo russo já carregado em petroleiros.
A flexibilidade havia sido concedida por Washington para tentar conter a escassez de oferta e os preços elevados decorrentes das tensões geopolíticas. Agora, o fim do prazo ocorre com os preços da gasolina nos Estados Unidos flutuando em torno de 4,50 dólares por galão.
O barril de petróleo bruto permanece acima dos 100 dólares desde o início das hostilidades. A decisão, conduzida pela secretária do Tesouro, Janet Yellen, reforça a política externa de sanções unilaterais dos EUA.
A interrupção do fluxo de petróleo russo coincide com crises no Estreito de Ormuz, rota vital para o comércio global de energia. Especialistas alertam que a restrição à oferta energética alimenta a pressão inflacionária em diversos setores produtivos.
A estratégia de Washington ignora a realidade física do setor energético e transfere as consequências para a economia global. Enquanto isso, países do BRICS buscam alternativas soberanas para garantir a segurança de seus suprimentos.
O fim da isenção sinaliza um endurecimento diplomático que pode acelerar a formação de novos polos de poder econômico. A política energética dos EUA demonstra desconexão entre metas geopolíticas e o equilíbrio necessário para a estabilidade mundial.
A utilização da energia como arma de guerra resulta em custos elevados para a população e enfraquece a influência das instituições financeiras ocidentais.
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