Flávio Bolsonaro denuncia tentativa de criar ‘muro’ entre ele e Tarcísio de Freitas

Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em evento com a bandeira do Brasil ao fundo. (Foto: metropoles.com)

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, afirmou que há esforços coordenados para criar um distanciamento entre ele e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. A declaração foi feita durante evento em Campinas, no lançamento da pré-candidatura do secretário de Segurança Pública paulista, Guilherme Derrite, ao Senado.

Flávio destacou a pressão enfrentada por Tarcísio, que atua como coordenador de sua campanha no estado de São Paulo e é considerado um aliado estratégico fundamental. O senador afirmou que adversários tentam erguer um “muro” entre os dois para enfraquecer a aliança, ressaltando que juntos representam uma força política consolidada no maior colégio eleitoral do país.

A declaração ocorre em meio a uma crise envolvendo a relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o financiamento do filme “Dark Horse” sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Nos bastidores, Tarcísio tem demonstrado preocupação com o impacto das revelações sobre essa relação em sua própria campanha à reeleição ao governo paulista.

Publicamente, no entanto, o governador tem defendido o senador, afirmando que Flávio já explicou o contexto das conversas com o banqueiro. Tarcísio também argumentou que a eleição de Flávio à Presidência poderia resultar em melhores investimentos federais para São Paulo.

Segundo o portal Metrópoles, a relação de Flávio com Vorcaro veio à tona após a divulgação de áudios em que o senador solicita recursos para financiar a produção cinematográfica sobre seu pai. O banqueiro teria destinado cerca de R$ 61 milhões para o projeto, e parte desse montante está sob investigação da Polícia Federal.

As autoridades apuram se os recursos foram utilizados para financiar a permanência do deputado federal Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e para custear ações políticas junto ao governo do ex-presidente americano Donald Trump. A investigação busca esclarecer a origem e a destinação dos valores movimentados.

Eduardo Bolsonaro, que assinou contrato como um dos produtores-executivos do filme, negou ter recebido qualquer pagamento da produção. O deputado afirmou que seu contrato foi desfeito após mudanças na estrutura de financiamento do projeto e declarou que apenas cedeu seus direitos autorais para ser representado por um ator na obra.


Leia também: Tarcísio de Freitas cancela evento com Flávio Bolsonaro em meio a escândalo do Banco Master


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Redação:
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