Durante a era dos dinossauros, há cerca de 100 milhões de anos, os mares podem ter sido dominados por polvos gigantes semelhantes ao lendário Kraken. Novas análises de mandíbulas fossilizadas sugerem que esses polvos, com corpos que se estendiam por mais de 18 metros, eram predadores imponentes nos oceanos, competindo com outros répteis marinhos carnívoros.
Adiel Klompmaker, paleontólogo da Universidade do Alabama, destacou que a visão desses polvos gigantes seria aterrorizante. Embora ele não tenha participado do estudo, sua declaração reforça o impacto visual que essas criaturas poderiam ter causado. A pesquisa, publicada na revista Science, analisou 15 fósseis de mandíbulas de polvos antigos encontrados no Japão e na Ilha de Vancouver, no Canadá. Além disso, outros 12 fósseis foram identificados no Japão usando uma técnica inovadora chamada mineração digital de fósseis.
Os pesquisadores compararam as mandíbulas desses polvos antigos com as de polvos modernos para estimar seu tamanho, concluindo que variavam entre 7 e 19 metros de comprimento. Segundo Yasuhiro Iba, paleontólogo da Universidade de Hokkaido e coautor do estudo, a maior mandíbula encontrada era significativamente maior do que qualquer mandíbula de polvo moderno.
Os sinais de desgaste nas mandíbulas, como arranhões e bordas arredondadas, indicam que esses polvos antigos esmagavam presas duras, como conchas e ossos. No entanto, sem acesso ao conteúdo estomacal dos polvos, é difícil determinar exatamente o que comiam ou se competiam diretamente com outros predadores marinhos. Neil Landman, paleontólogo do Museu Americano de História Natural em Nova York, sugere que a busca por fósseis de polvos em outras regiões pode ajudar a esclarecer seu papel nas cadeias alimentares antigas.
Essa descoberta desafia a percepção de que invertebrados macios não eram predadores formidáveis, mostrando que os polvos, com seus bicos de quitina endurecida, tinham a capacidade de esmagar presas com cascas e ossos. A pesquisa destaca a importância de continuar explorando fósseis de polvos para entender melhor os ecossistemas marinhos do passado, conforme relatado pelo phys.org.
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