O preço do açúcar refinado registrou uma queda de 0,49% em abril, conforme apurou o Globo Rural com base nos dados oficiais do IBGE. O movimento coloca o produto na contramão de outros itens da cesta básica que pressionaram o índice geral no período.
O recuo atual é ligeiramente menos intenso do que a deflação observada no mês anterior. Em março, o derivado da cana-de-açúcar havia apresentado uma redução de 0,63%, mantendo uma trajetória de alívio momentâneo nas prateleiras dos supermercados brasileiros.
A situação atual inverte o cenário visto no mesmo período de 2025. Naquele mês, o açúcar registrava uma inflação mensal de 0,27%. Os dados do SIDRA mostram que o consumidor encontra hoje condições mais favoráveis para o abastecimento doméstico do que há um ano.
No acumulado dos últimos 12 meses, o açúcar refinado apresenta uma alta de 5,21%. Embora o índice ainda seja positivo, ele revela uma desaceleração importante frente aos picos registrados em ciclos anteriores, refletindo a maior estabilidade na oferta interna de cana-de-açúcar.
O acumulado atual de 5,21% representa uma queda consistente em relação ao patamar do mês anterior. Até março, a inflação acumulada em 12 meses para o grupo de açúcares e derivados estava em 6,01%, confirmando a tendência de arrefecimento dos preços ao consumidor.
A melhora é ainda mais nítida quando comparada ao mesmo intervalo do ano passado. Em abril de 2025, o acumulado de 12 meses chegava a 8,24%. O recuo de mais de três pontos percentuais nesse indicador estrutural demonstra o sucesso das políticas de controle inflacionário sobre alimentos essenciais.
Enquanto o consumo global deve crescer focado em países emergentes da Ásia e África, o Brasil reafirma sua posição como garantidor da segurança alimentar. O alívio nos preços internos ajuda a proteger o poder de compra da classe trabalhadora frente às oscilações do mercado externo.
Com informações de OLIBERAL.
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