Aliados do advogado-geral da União, Jorge Messias, estão explorando um precedente envolvendo o ministro Alexandre de Moraes para tentar viabilizar uma nova indicação ao Supremo Tribunal Federal ainda em 2026. A estratégia surge após a rejeição histórica de Messias pelo Senado, situação que não ocorria desde 1894.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já sinalizou a aliados que pretende insistir no nome de Messias para a vaga na Corte. No entanto, um ato da Mesa Diretora do Senado, editado em 2010, impede que uma autoridade rejeitada tenha seu nome analisado novamente na mesma legislatura, o que representa um obstáculo significativo para uma nova tentativa ainda neste ano.
Os aliados de Messias enxergam uma possível saída na negociação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Em 2005, Alexandre de Moraes enfrentou situação semelhante quando sua indicação para o Conselho Nacional de Justiça foi rejeitada inicialmente pelo Senado, obtendo apenas 39 votos dos 41 necessários.
Na ocasião, uma nova votação foi realizada após alegações de problemas regimentais e confusão no plenário. Renan Calheiros, então presidente do Senado, conduziu a nova deliberação que resultou na aprovação de Moraes para o CNJ.
Este episódio é visto como um precedente que poderia ser usado para flexibilizar a regra e permitir uma nova votação para Messias. No entanto, isso exigiria uma negociação cuidadosa com Alcolumbre, que tem sinalizado esperar o resultado das eleições de outubro antes de tratar de nova indicação ao STF.
A rejeição de Messias pelo plenário do Senado, com 42 votos contra e 34 a favor, marcou uma derrota expressiva para o governo Lula. A tentativa de reverter essa decisão por meio de um precedente histórico demonstra a complexidade das negociações políticas no Brasil e a importância estratégica das indicações ao Supremo.
Segundo o portal Metrópoles, a situação de Messias e a busca por precedentes legais refletem a dinâmica política atual, onde a articulação institucional é determinante para o avanço de agendas governamentais. O desfecho dependerá fundamentalmente da disposição de Alcolumbre em abrir espaço para uma nova deliberação antes do fim da legislatura.
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