Um drone russo atingiu um navio cargueiro de propriedade chinesa no Mar Negro, próximo à região de Odesa, na Ucrânia, às vésperas da visita do presidente russo Vladimir Putin à China para se encontrar com o líder chinês Xi Jinping. A embarcação, identificada como KSL Deyang, navegava sob bandeira das Ilhas Marshall e contava com tripulação composta inteiramente por cidadãos chineses.
O incidente ocorreu durante uma ofensiva massiva que incluiu o lançamento de 524 drones e 22 mísseis contra o território ucraniano. Além do navio chinês, outro cargueiro sob bandeira da Guiné-Bissau também foi atingido enquanto ambos se dirigiam a portos na região.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy afirmou que os russos não poderiam desconhecer a presença do navio chinês no mar, sugerindo que o ataque foi deliberado ou resultado de negligência grave. O porta-voz da marinha ucraniana, Dmytro Pletenchuk, informou que a tripulação do KSL Deyang conseguiu lidar com os danos e prosseguir em direção ao porto de Pivdennyi, onde pretendia carregar concentrado de minério de ferro.
Não houve feridos entre os tripulantes chineses. O ataque ocorre em meio a investidas russas recorrentes contra navios civis na área portuária de Odesa, que funciona como um dos principais centros de exportação agrícola da Ucrânia para mercados globais.
A China tem se posicionado como mediadora no conflito e frequentemente pede negociações para encerrar a guerra. A visita de Putin a Pequim evidencia a complexa relação entre os dois países, especialmente à luz dos recentes acontecimentos no Mar Negro, conforme reportou a Al Jazeera.
O timing do incidente coloca Moscou em situação diplomática delicada perante seu principal aliado estratégico. Pequim ainda não se pronunciou oficialmente sobre o ataque ao navio de propriedade chinesa.
Com informações de Al Jazeera.
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