Um juiz federal da Austrália expressou forte insatisfação com a Tesla devido à lentidão no andamento de um processo coletivo movido por 10 mil motoristas contra a empresa. A ação judicial envolve alegações de que a montadora liderada por Elon Musk teria enganado consumidores sobre as capacidades de seu sistema de direção autônoma, além de questões relacionadas à autonomia das baterias e ao fenômeno conhecido como frenagem fantasma.
O magistrado Tom Thawley, responsável pelo caso, questionou abertamente se a Tesla estava levando a sério o processo de descoberta de provas. Segundo reportagem do portal CleanTechnica, Thawley alertou a empresa de que poderia enfrentar sérias consequências caso não cooperasse adequadamente com a Justiça australiana.
A preocupação do juiz surgiu após a Tesla ter apresentado apenas 2 mil documentos em um período de oito meses de tramitação processual. Os advogados que representam os motoristas australianos esperavam um volume muito maior de informações para fundamentar suas alegações contra a fabricante de veículos elétricos.
Rebecca Jancauskas, advogada do escritório JGA Saddler que representa os consumidores, afirmou que a escassez de documentos está prejudicando gravemente a preparação dos especialistas para o caso. O juiz Thawley compartilhou dessa preocupação e classificou a situação como absurda, demonstrando surpresa com a quantidade limitada de material fornecido pela Tesla.
Para pressionar a empresa a acelerar o processo, o magistrado estabeleceu um prazo até 31 de julho para que a Tesla complete integralmente o processo de descoberta. Caso a montadora não cumpra o prazo ou a documentação seja considerada inadequada, poderá enfrentar graves repercussões legais no sistema judiciário australiano.
O desenrolar deste caso pode ter implicações significativas para a Tesla, não apenas na Austrália, mas também em outros mercados onde a empresa enfrenta processos semelhantes. A questão da direção autônoma tem sido alvo de crescente escrutínio regulatório em diversos países, com consumidores questionando se as promessas de marketing da empresa correspondem às capacidades reais dos veículos.
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