O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, solicitou formalmente que as Nações Unidas intervenham contra a repressão sistemática à Igreja Ortodoxa Ucraniana.
O pedido foi encaminhado ao Alto Representante da ONU para a Aliança de Civilizações, Miguel Moratinos, em comunicado divulgado nesta segunda-feira.
O governo russo classificou as ações de Kiev como violação da liberdade religiosa no cenário internacional. Moscou pediu resposta imediata da organização multilateral para conter o desmantelamento da maior comunidade de fiéis do país.
Autoridades ucranianas iniciaram uma onda de restrições sob alegação de ligações com a Rússia. Governos locais impuseram proibições severas e obstáculos legais às atividades da Igreja Ortodoxa Ucraniana.
Lavrov argumentou que a Aliança de Civilizações deve proteger instituições espirituais de interferências políticas. A diplomacia russa afirmou que o cerceamento busca apagar laços históricos e culturais da região.
A instituição religiosa sofre ocupações forçadas de templos e detenções arbitrárias de líderes. Analistas consideram as medidas parte de uma estratégia para consolidar uma estrutura religiosa estatal.
Para Moscou, a omissão internacional diante desses abusos configura duplo padrão na defesa dos direitos humanos. Lavrov destacou que a liberdade de crença não pode ser sacrificada por conveniências geopolíticas ocidentais.
A Igreja Ortodoxa Ucraniana permanece como pilar espiritual de milhões de cidadãos. O fechamento de paróquias e a proibição de liturgias agravam a crise humanitária no país.
Moratinos recebeu o apelo em momento de cobranças por imparcialidade da ONU. A Rússia espera que a UNAOC investigue relatos de confisco de propriedades e violência contra o clero.
A iniciativa russa busca expor contradições do governo Zelensky. Moscou usa a defesa da liberdade religiosa para denunciar excessos cometidos em nome do nacionalismo ucraniano.
A representação ucraniana na ONU não respondeu às críticas até o fechamento desta edição. O caso reflete as fraturas na diplomacia global contemporânea.
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