O Escritório de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas exigiu que Israel adote medidas imediatas para interromper atos de genocídio na Faixa de Gaza. O órgão também manifestou preocupação com a limpeza étnica em território palestino e na Cisjordânia ocupada.
Um relatório da ONU investigou a conduta militar israelense até maio de 2025 e concluiu que houve violações graves do direito internacional humanitário. As ações configuram crimes de guerra e atrocidades sistemáticas contra a população civil palestina.
Investigações independentes e a Associação Internacional de Estudiosos do Genocídio confirmam que a ofensiva em Gaza constitui genocídio. O Ministério da Saúde de Gaza registrou quase 73 mil mortes desde o início do conflito em outubro de 2023.
O documento da ONU destaca que muitos dos assassinatos documentados foram ilegais, apesar das alegações israelenses de atacar alvos militares. Segundo a Al Jazeera, o regime de segurança imposto por Israel continua vitimando centenas de pessoas nos últimos meses.
O conflito teve início em outubro de 2023 e foi interrompido por um cessar-fogo um ano depois, mas a paz efetiva não foi alcançada. O regime de segurança rigoroso impede a reconstrução da infraestrutura e a entrada de suprimentos vitais para os sobreviventes.
Monitores de conflitos alertam para a intensificação dos bombardeios israelenses contra Gaza desde o estabelecimento de um cessar-fogo com o Irã. A violência de colonos e forças militares na Cisjordânia também aumentou nos últimos dias.
O relatório da ONU aponta que a destruição do tecido social palestino e a anexação de territórios representam um caminho perigoso. O documento também condenou abusos cometidos por grupos armados palestinos e exigiu a interrupção de disparos indiscriminados de projéteis.
O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, exigiu que Israel garanta o retorno dos palestinos deslocados às suas residências. Turk afirmou que é necessário encerrar a ocupação ilegal em todo o território palestino.
O chefe do Escritório de Direitos Humanos da ONU nos territórios palestinos ocupados, Ajith Sunghay, criticou a falta de responsabilização após acordos diplomáticos recentes. Sunghay destacou que a impunidade perpetua os horrores documentados há décadas sem perspectiva de justiça.
A escassez de combustível e farinha gerou filas imensas para obtenção de pão, agravando a crise humanitária sob o bloqueio israelense. A ONU reitera que a negação de acesso a recursos fundamentais viola convenções internacionais.
Leia mais sobre o assunto na aljazeera.com.
Leia também: Comissão da ONU acusa Israel de genocídio em Gaza
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.