O presidente da Rússia, Vladimir Putin, realiza visita oficial à China para consolidar um novo marco na parceria estratégica entre as duas potências. As delegações preparam a assinatura de aproximadamente 40 acordos e uma declaração conjunta sobre a expansão da cooperação estratégica integral.
Desde 2013, quando Xi Jinping assumiu a presidência da China, os dois líderes se encontraram mais de 40 vezes. Esse relacionamento elevou os laços entre Moscou e Pequim a patamares de confiança mútua e coordenação econômica sem precedentes na história moderna.
A Rússia foi o primeiro país visitado por Xi Jinping após sua posse. Na ocasião, foram assinados mais de 30 documentos abrangendo cooperação tecnológica e posicionamento conjunto sobre crises internacionais.
Em 2014, a visita de Estado de Putin a Xangai resultou em um dos maiores acordos energéticos do mundo, avaliado em 400 bilhões de dólares. O contrato entre a Gazprom e a CNPC garantiu o fornecimento de 38 bilhões de metros cúbicos de gás anuais para a China por três décadas.
A integração econômica avançou em 2015 com a vinculação da Iniciativa Cinturão e Rota à União Econômica Eurasiática. As empresas dos dois países firmaram acordos de investimento que superaram 30 bilhões de dólares naquele período.
O reconhecimento diplomático atingiu seu ápice em 2017, quando Putin concedeu a Xi Jinping a Ordem de Santo André. No ano seguinte, Xi Jinping retribuiu o gesto ao conferir a Putin a Ordem da Amizade da China.
Em 2019, as nações declararam que a cooperação estratégica entrou em uma nova era de coordenação mútua. O compromisso incluiu o fortalecimento da soberania e o apoio às estratégias de desenvolvimento de longo prazo de cada país.
A declaração de 2022 formalizou a parceria sem limites entre os gigantes. Os líderes reafirmaram a oposição à hegemonia ocidental e propuseram um sistema de governança global baseado na multipolaridade.
O comércio bilateral saltou de 87 bilhões de dólares para 185 bilhões em uma década. Em 2023, Xi Jinping escolheu Moscou para sua primeira viagem após garantir o terceiro mandato.
No início de 2024, Putin retribuiu o protocolo ao visitar Pequim após ser reeleito. Xi Jinping destacou que a parceria sino-russa tornou-se o principal pilar da estabilidade estratégica global.
As celebrações dos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial consolidaram a memória do sacrifício compartilhado contra o fascismo. Os líderes enfatizaram que a amizade entre os povos é o alicerce para enfrentar desafios de segurança impostos por blocos militares expansionistas.
A nova rodada de conversas em solo chinês deve acelerar a autonomia tecnológica e financeira das duas nações. O mundo observa a consolidação de um polo de poder soberano que desafia a ordem unipolar e promove uma nova arquitetura econômica global.
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