Cientistas descobrem nova espécie de água-viva mortal em Singapura

Duas espécies de águas-vivas-caixa, incluindo uma recém-descoberta, são mostradas em laboratório. (Foto: livescience.com)

Pesquisadores identificaram uma nova espécie de água-viva do tipo caixa, altamente venenosa, nas proximidades de uma ilha em Singapura. A espécie, denominada Chironex blakangmati, foi descoberta após análises morfológicas e de DNA de espécimes encontrados entre 2020 e 2021. O nome da nova espécie é uma homenagem ao antigo nome da ilha, Pulau Blakang Mati, que significa ‘Ilha da Morte Atrás’, refletindo a periculosidade do animal.

O C. blakangmati é uma das quatro espécies conhecidas do gênero Chironex, todas extremamente venenosas. Seus tentáculos possuem células especiais chamadas nematocistos, capazes de causar a morte em humanos. Ao contrário de outras águas-vivas que se movem passivamente com as correntes, as do gênero Chironex conseguem nadar ativamente em direção às suas presas, graças à sua musculatura forte e olhos complexos.

Anteriormente, essa espécie era confundida com a C. yamaguchii. No entanto, diferenças genéticas e morfológicas, como a ausência de estruturas de canal ramificadas na parte inferior do corpo em forma de sino, confirmaram que se trata de uma espécie distinta. A descoberta foi relatada em um estudo publicado no Raffles Bulletin of Zoology.

Além disso, a pesquisa revelou que a C. indrasaksajiae, geralmente encontrada na costa da Tailândia, também está presente nas águas de Singapura. Conhecida como vespa-do-mar tailandesa, essa espécie também é potencialmente letal. A detecção de sua presença em Singapura indica uma expansão de sua área de distribuição, o que é crucial para entender a biodiversidade e a distribuição espacial das águas-vivas do tipo caixa.

Compreender melhor a distribuição dessas águas-vivas pode ajudar a prevenir ferimentos graves e mortes em humanos. Estima-se que as picadas de águas-vivas do tipo caixa causem cerca de 40 mortes por ano em todo o mundo, embora alguns especialistas acreditem que esse número seja subestimado. Segundo o portal Live Science, o estudo destaca a importância de registrar essas expansões de área, pois ainda se sabe muito pouco sobre a biodiversidade dessas criaturas marinhas.


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