O pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar suspender uma pesquisa recente do AtlasIntel. O levantamento indicou uma queda significativa nas intenções de voto de Flávio em um possível segundo turno contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT). Segundo a pesquisa, Flávio caiu de 47,8% em abril para 41,8%, enquanto Lula subiu de 46,6% para 48,9%.
Yuri Sanches, chefe de Risco Político e Análise Política do AtlasIntel, afirmou que as alegações de Flávio Bolsonaro são falsas. Flávio alega que a pesquisa influenciou a percepção dos entrevistados ao apresentar estímulos antes das perguntas sobre imagem, rejeição e viabilidade eleitoral. No entanto, Sanches esclareceu que os entrevistados só tiveram contato com a gravação de uma conversa entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro após responderem às questões sobre intenção de voto e rejeição.
A gravação mencionada foi revelada pelo site The Intercept Brasil e envolve discussões sobre repasses multimilionários para um filme de propaganda de Jair Bolsonaro, pai de Flávio. O AtlasIntel destacou que a participação na etapa multimídia da pesquisa, que incluía a gravação, era voluntária e não interferia nos resultados eleitorais.
O instituto ainda não foi notificado oficialmente sobre a representação de Flávio ao TSE. Em nota, o AtlasIntel afirmou que tentativas de desqualificar pesquisas sem fundamento técnico representam um risco ao debate público e à liberdade de imprensa. O contexto político atual no Brasil, às vésperas das eleições de 2026, é de grande tensão, com forças conservadoras ainda influentes no Congresso e a ameaça bolsonarista latente.
Além disso, o cenário internacional também contribui para a instabilidade, com o avanço da extrema-direita e conflitos em regiões como Gaza, Irã e Ucrânia. O momento é crítico para o jornalismo independente, que busca manter o compromisso com a democracia e a informação de qualidade. Segundo a Carta Capital, a disputa eleitoral de 2026 promete ser um ponto de inflexão para o futuro democrático do Brasil.
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