Prefeitura do Rio ignora irregularidades e contrata ONG suspeita por R$ 6 milhões

Ilustração editorial sobre Prefeitura do Rio ignora irregularidades e contrata ONG suspeita por R$ 6 milhões. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

A Controladoria-Geral do Município do Rio de Janeiro (CGM-Rio) revelou que a Secretaria de Cidadania do Rio, comandada por Otoni de Paula Filho, desconsiderou análises obrigatórias ao contratar o Instituto de Proteção das Garantias Individuais e Assistência Social (IPGIAS). O contrato, no valor de R$ 6 milhões, foi firmado apesar de uma auditoria prévia da Controladoria-Geral da União (CGU) que apontou irregularidades graves na ONG.

O documento da CGM-Rio, enviado à Secretaria de Cidadania, destacou a ausência de análise prévia do histórico da organização, um requisito estabelecido por decreto municipal. A Controladoria solicitou a anulação do contrato e a devolução dos R$ 4 milhões já pagos ao IPGIAS, recursos destinados ao evento Feira da Cidadania e Família nas Favelas.

Segundo o portal Metrópoles, a CGU identificou que o IPGIAS não demonstrou capacidade técnica e operacional para executar projetos financiados por emendas parlamentares. Os planos de trabalho da ONG apresentavam preços acima do mercado, inviabilizando o alcance dos objetivos propostos.

A CGM-Rio também pediu a abertura de um procedimento para apurar a responsabilidade dos agentes públicos envolvidos na contratação. O caso levanta questões sobre a transparência e a integridade nos processos de contratação pública no município carioca.


Leia também: Controladoria do Rio exige anulação de contrato de R$ 6 milhões com ONG que não comprovou capacidade técnica


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