O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, da NASA, deve ser lançado em setembro de 2026 com a missão de investigar matéria escura, energia escura e exoplanetas distantes. O equipamento utilizará visão infravermelha de alta potência para capturar imagens detalhadas do cosmos, com expectativa de revelar centenas de milhões de galáxias e fenômenos cósmicos ainda desconhecidos.
Durante conferência de imprensa realizada no Centro de Voo Espacial Goddard, em Maryland, representantes da agência espacial americana destacaram que o desenvolvimento acelerado do telescópio exemplifica os resultados possíveis quando há colaboração eficaz entre investimento público, expertise institucional e iniciativa privada. A parceria foi apontada como fundamental para viabilizar missões de alta complexidade com potencial de gerar descobertas significativas.
O Roman Space Telescope combina um campo de visão amplo com capacidades de imagem infravermelha avançadas, permitindo que cientistas estudem vastas áreas do universo com precisão inédita. Além dos objetivos principais relacionados à energia e matéria escuras, bem como à detecção de planetas fora do sistema solar, o observatório deverá apoiar uma ampla gama de descobertas astronômicas ao longo de sua operação.
Até o final de sua missão primária de cinco anos, estima-se que o telescópio acumule cerca de 20 mil terabytes de dados científicos. Esse volume de informações será utilizado para investigar aproximadamente 100 mil exoplanetas, centenas de milhões de galáxias, bilhões de estrelas e eventos cósmicos incomuns que podem incluir objetos ou fenômenos nunca antes observados.
O lançamento será realizado a bordo de um foguete SpaceX Falcon Heavy, a partir do Complexo de Lançamento 39A no Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Detalhes adicionais sobre a data exata serão anunciados à medida que os preparativos da missão avançarem, conforme informou a agência espacial americana.
O projeto do Telescópio Espacial Nancy Grace Roman é gerenciado pelo Centro de Voo Espacial Goddard da NASA e conta com contribuições do Laboratório de Propulsão a Jato, do Caltech/IPAC na Califórnia, do Instituto de Ciência do Telescópio Espacial em Baltimore e de cientistas de diversas instituições de pesquisa. O equipamento representa um dos maiores investimentos da NASA em astronomia observacional nas últimas décadas.
Com capacidade de mapear regiões do universo em escala sem precedentes, o telescópio deverá criar um vasto arquivo de dados que alimentará pesquisas astronômicas por décadas, segundo informações divulgadas pelo portal Science Daily. A expectativa da comunidade científica é que as observações do Roman ajudem a responder questões fundamentais sobre a composição e a evolução do cosmos.
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