O Governo Revolucionário de Cuba condenou “nos termos mais enérgicos” o que classificou como “canalla acusação” contra o ex-presidente Raúl Castro, apresentada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. As autoridades cubanas consideram que o país norte-americano não apenas carece de competências para tal ação, mas pretende usá-la como pretexto para justificar uma agressão armada contra a ilha.
Segundo comunicado publicado em X pelo Partido Comunista de Cuba, “o Governo de EE.UU. carece de legitimidade e jurisdicção para levar a cabo esta ação. Trata-se de um acto despreciable e infame de provocação política, que descansa na manipulação deshonesta do incidente que levou ao derribo sobre o espaço aéreo cubano, em fevereiro de 1996, de duas aeronaves operadas pela organização terrorista Hermanos al Rescate, radicada em Miami”.
As autoridades cubanas destacaram que a organização violava reiteradamente o espaço aéreo cubano com fins hostiles, fato de “ostensible dominio público”. Elas acusaram Washington de “desvirtuar outras verdades históricas sobre o fato que utiliza como pretexto”, como “as múltiplas denúncias formais apresentadas por Cuba naquele período junto ao Departamento de Estado” e outras instâncias dentro e fora dos EUA.
“A resposta de Cuba ante a violação de seu espaço aéreo constituiu um ato de legítima defesa, amparado pela Carta das Nações Unidas, o Convenio de Chicago sobre Aviação Civil Internacional de 1944, e os princípios de soberania aérea e proporcionalidade”, afirmaram as autoridades cubanas, segundo informações do portal RT.
La Habana denunciou que a referida “acusação espúria contra o líder da Revolução cubana se soma aos esforços desesperados de elementos anticubanos por construir uma narrativa fraudulenta no esforço por justificar o castigo coletivo e despiadado contra o nobre povo cubano, mediante o reforço das medidas coercitivas unilaterais, incluindo o injusto e genocida bloqueio energético e as ameaças de agressão armada”.
“O povo cubano reafirma a decisão inconmovível de defender a pátria e sua revolução socialista e, com a maior força e firmeza, seu respaldo irrestrito e invariável ao general de Exército Raúl Castro Ruz, líder da Revolução cubana. Pátria ou morte, venceremos”, concluiu o texto.
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