O governo federal apresentou a SoberanIA, primeiro ecossistema comercial de inteligência artificial generativa em português voltado ao serviço público, conforme apurou o Brasil 247. O sistema já opera no Piauí e se expande a estados e municípios.
A plataforma compreende a linguagem institucional e cultural brasileira. Treinada com dados da gestão pública, a ferramenta integra o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial e o programa Nova Indústria Brasil. O país deixa de ser mero consumidor de tecnologia estrangeira para produzir sua própria infraestrutura.
Enquanto isso, o Vale do Silício tenta monopolizar o mercado. Google e Figma lançam assistentes fechados para design e e-mail, aprisionando usuários em ecossistemas proprietários. A disputa por soberania computacional passa por rejeitar esse modelo de aluguel de software e apostar em bases abertas.
Nesse cenário, a cooperação com a China ganha peso. Um evento em São Paulo celebrou os dois anos do Centro de Inteligência Artificial China-Brics e marcou a expansão da Rede Brasileira de Serviços em Xangai, segundo reportagem do Brasil de Fato.
Representantes chineses propuseram uma alternativa ao monopólio estadunidense via tecnologias abertas e transferência industrial. Jeff Xiong, do Fórum Acadêmico do Sul Global, foi direto: os Estados Unidos não têm interesse em ajudar o Sul Global a construir capacidades próprias. A saída é a aliança entre periféricos.
A soberania digital não vem de APIs alugadas do Google ou da OpenAI, mas da união tecnológica do Brics e de sistemas nacionais como o SoberanIA. Enquanto o Norte fecha o código e a geopolítica, o Sul abre caminhos para governar seus próprios dados.
Com informações de TECHCRUNCH.
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