Transição para fim da escala 6×1 aprofunda divisão no governo Lula

Ilustração editorial sobre Transição para fim da escala 6x1 aprofunda divisão no governo Lula. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

A discussão sobre a transição entre a escala de trabalho 6×1 e a nova jornada 5×2 divide o governo Lula. O projeto que altera a jornada de trabalho está em tramitação no Congresso Nacional.

Os ministros apresentam posições distintas sobre o prazo de implementação. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defende uma transição de dois a três anos.

Já integrantes da oposição propõem um prazo de dez anos. No governo federal, os ministros do Trabalho, Luiz Marinho, e das Relações Institucionais, José Guimarães, defendem a negociação com os parlamentares.

Eles admitem que a jornada 5×2 não seja implementada imediatamente. Marinho e Guimarães afirmam que não adianta insistir na adoção imediata e correr o risco de perder a votação.

Por outro lado, ministros como Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral, e Sidônio Palmeira, da Comunicação Social, defendem a implantação imediata da nova jornada.

Esses ministros argumentam que a não adoção da nova escala ainda neste ano fará os eleitores se sentirem ludibriados. “Vai ficar a impressão, para o trabalhador, de que ele ganhou, mas não levou”, afirma um integrante do governo.

A definição das regras de transição se tornou o principal impasse na discussão da proposta. A proposta é uma das principais bandeiras da pré-campanha de Lula à reeleição.

O relatório que seria apresentado na quarta-feira foi adiado para a próxima segunda-feira por não haver acordo sobre o prazo de transição. O portal da Folha confirmou a informação.

A proposta sob relatoria do deputado Léo Prates (Republicanos-BA) deve conter o período de transição. O texto em discussão também reduz a jornada atual de 44 horas semanais para 40.

Na prática, isso significará cinco dias de trabalho e dois de descanso remunerados. Segundo a Folha, na proposta de transição seriam duas horas a menos no primeiro ano e uma hora nos dois seguintes.

Leia mais sobre o assunto na redir.folha.com.br.


Leia também: Pec 6×1 avança na Câmara com debate acirrado sobre período de transição para empresas


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