Cientistas da China e dos Países Baixos desenvolveram um biopolímero à base de proteína de milho que pode oferecer uma alternativa sustentável aos plásticos derivados de combustíveis fósseis. A pesquisa, publicada na revista científica Nature Communications em 11 de maio, inspirou-se na estrutura da teia de aranha para criar um material inovador.
Até 80% dos polímeros derivados da proteína zein do milho degradam-se em um mês em condições simuladas de solo natural, segundo os pesquisadores. A equipe demonstrou que o processamento de materiais proteicos inspirado na teia de aranha pode ser aplicado a proteínas vegetais abundantes como a zein.
O resultado, denominado ‘plantymer’, apresentou fibras e chapas com rigidez comparável à seda e boas propriedades de barreira contra umidade e oxigênio. Os pesquisadores destacam que os biopolímeros vegetais podem se tornar alternativas sustentáveis aos polímeros à base de combustíveis fósseis, embora seu desempenho material limitado tenha restringido sua adoção até agora.
A equipe é composta por pesquisadores da Universidade Agrícola de Nanjing, da Universidade Jiangnan e da Universidade de Hong Kong, na China, além da Universidade de Amsterdã e da Universidade de Wageningen, nos Países Baixos. Segundo o portal South China Morning Post, mais de 400 milhões de toneladas de plástico são produzidas globalmente todos os anos, com aproximadamente metade destinada a uso único, como em embalagens alimentícias.
A descoberta representa um avanço significativo na busca por materiais mais sustentáveis, respondendo ao crescente problema da poluição plástica mundial. A tecnologia combina ciência de materiais inovadora com recursos renováveis, abrindo caminho para aplicações práticas em diversas indústrias.
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