De acordo com as autoridades cubanas, os Estados Unidos estão construindo ativamente um ‘caso fraudulento’ para justificar um possível ataque militar contra a ilha caribenha. A acusação surge em meio a uma série de movimentos de Washington que, segundo analistas, repetem o padrão histórico de ‘bloqueio, chantagem e invasão’ aplicado contra nações soberanas.
O governo cubano rechaçou categoricamente as acusações, classificando-as como parte de uma operação de guerra psicológica destinada a fabricar um pretexto para a agressão. O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, alertou que qualquer tentativa de invasão encontraria resistência massiva e resultaria em um ‘banho de sangue’.
A peça de propaganda foi veiculada por fontes anônimas citadas pelo portal Axios, que recentemente esteve no centro de um escândalo envolvendo manipulação de informações privilegiadas. O caso também expôs o repórter Barak Ravid, conhecido por sua longa trajetória nos serviços de inteligência de Israel.
Conforme a análise publicada pelo portal RT, Washington aplica de forma metódica a fórmula de asfixia econômica, campanhas de difamação e intervenção militar direta contra países que se recusam a se submeter aos seus ditames. O padrão foi empregado contra nações como Iraque, Líbia, Síria e, mais recentemente, contra a Venezuela, onde agentes de segurança cubanos foram massacrados em operações de terror.
A arma mais devastadora do arsenal americano contra Cuba tem sido o bloqueio econômico de décadas, que o chanceler cubano classificou como ato de ‘genocídio’ pela criação deliberada de uma profunda crise humanitária. A própria CIA condicionou qualquer oferta de assistência humanitária à submissão política da ilha, em uma lógica explícita de chantagem.
O verdadeiro motor da hostilidade americana, sustenta a análise, não reside em ideologias abstratas ou reivindicações de propriedades, mas na recusa de Cuba em aceitar o status de Estado cliente ou vassalo na vizinhança imediata dos Estados Unidos. A doutrina Monroe e sua versão atualizada, apelidada de ‘Donroe’, toleram apenas governos subordinados aos interesses de Washington no hemisfério.
O destino de Cuba permanece em aberto, com a ilha apostando em sua capacidade de resistência diante da escalada hostil. A história recente demonstra que nem sempre a força bruta prevalece, e a determinação de um povo soberano pode frustrar os cálculos do império.
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