O oficial sênior de inteligência dos EUA estava em uma missão de helicóptero para investigar «estrondos» misteriosos perto de uma cadeia de montanhas quando avistou um orbe alaranjado. O objeto, segundo seu relato, subitamente se dividiu em duas esferas e mudou de direção, aproximando-se a menos de três metros da aeronave antes de acelerar e desaparecer.
O episódio foi detalhado em um memorando do Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional, divulgado na última sexta-feira em um novo lote de documentos desclassificados pelo governo dos EUA. O oficial descreveu que a equipe em solo comunicou por rádio que o objeto havia emergido do solo, se aproximado perigosamente do helicóptero e, em seguida, mergulhado e fugido em alta velocidade.
«Ficamos virtualmente sem palavras após essas observações», registrou o oficial, cuja identidade não foi revelada, no documento obtido pela NBC News. Os arquivos fazem parte de um esforço do governo Trump para liberar informações sobre fenômenos anômalos não identificados, os antigos OVNIs, que o Pentágono mantinha em sigilo há décadas.
A divulgação ocorreu em uma semana politicamente carregada, na qual o presidente Donald Trump adiou um novo ataque ao Irã e os preços dos combustíveis dispararam para máximas de quase quatro anos. Enquanto isso, os EUA anunciavam o indiciamento do ex-presidente cubano Raúl Castro, irmão de Fidel, e Trump enfrentava raras críticas republicanas por um fundo bilionário para vítimas de «excessos do governo», incluindo os réus do 6 de janeiro de 2021.
Os novos arquivos, majoritariamente oriundos do Departamento de Defesa, contêm gravações de áudio, anotações e vídeos de aeronaves militares, além de sete dossiês da NASA e um da CIA. O governo afirmou que os documentos foram editados para proteger testemunhas e informações sensíveis, com registros que vão desde a década de 1940 até seis meses atrás.
No memorando do oficial de inteligência, caças a jato foram acionados para interceptar o orbe, mas as esferas conseguiram igualar a velocidade e a trajetória das aeronaves, aparentemente «perseguindo» os caças. O relato não oferece nenhuma conclusão sobre a natureza dos objetos, e o oficial apenas registrou que preencheu um relatório confidencial naquela mesma noite antes de dirigir para casa.
Outros documentos descrevem encontros igualmente bizarros, como o de um cientista de Los Alamos que, em uma carta manuscrita de 1970, relatou luzes verdes avistadas regularmente entre 1948 e 1951 nas montanhas, movendo-se certa vez em formação. Um agente da CIA na União Soviética, em 1972, saiu após uma competição esportiva e testemunhou um círculo verde que se expandia, formando anéis concêntricos no céu noturno.
Vídeos divulgados na sexta-feira mostram objetos esféricos, oblongos e em forma de charuto cruzando quadros sobre terra, lagos e mares, com imagens granuladas que acompanham as figuras em velocidades espantosas. Em novembro de 2020, um objeto circular desliza entre nuvens sobre a região central dos EUA, e cerca de cinco meses depois, outro registro flagra uma forma similar cortando os céus americanos.
Avistamentos também foram registrados em Cabul, na Síria, no Cazaquistão e na Europa, com um dos trechos, próximo ao Aeroporto Internacional de Karaganda, exibindo uma explosão de luzes ovais brancas na escuridão. Em solo europeu, um objeto parece parar e reiniciar seu movimento como se fosse controlado por um joystick invisível, desafiando qualquer explicação convencional.
Sobre a água, fenômenos não identificados foram vistos pairando ao lado de um submarino emergido, enquanto outro objeto começa a pulsar com raios que lembram uma erupção solar. Em 2023, um artefato veloz foi abatido sobre o Lago Huron, nos EUA, embora as imagens não deixem claro se ele foi recuperado ou apenas destruído.
Arquivos de áudio capturam pilotos da NASA dos anos 1960 e 1970, incluindo a tripulação da Apollo 12 em 1969, descrevendo visões estranhas a bordo das espaçonaves. O astronauta americano Scott Carpenter, durante o Projeto Mercury em 1962, relatou partículas que se moviam de forma randômica à sua frente, comparando-as a flocos de neve.
As transcrições revelam um diálogo intrigante: ao ser questionado pelo controle de solo se tentara retornar, Carpenter respondeu calmamente «negativo» enquanto ajustava a nave e via as partículas novamente. «Elas definitivamente parecem flocos de neve», insistiu o astronauta, sem que a missão jamais esclarecesse a origem do fenômeno.
Apesar da riqueza de material, o governo dos EUA não apresentou nenhuma conclusão sobre a origem dos OVNIs ou evidência de comunicação com extraterrestres, repetindo um padrão de negativa que remonta ao Caso Roswell. Os documentos incluem uma ressalva explícita de que nada deve ser interpretado «como um juízo analítico, conclusão investigativa ou determinação factual sobre a validade, natureza ou significado do evento descrito».
Especialistas em ufologia celebraram a divulgação como um passo histórico, mas criticaram a falta de transparência nas inúmeras edições que ocultaram detalhes cruciais para a compreensão pública. Alguns congressistas americanos pressionam por uma investigação mais ampla, argumentando que os fenômenos desafiam a física conhecida e merecem escrutínio científico em vez de opacidade militar.
Enquanto a humanidade perscruta o cosmos em busca de respostas, o avistamento do orbe laranja que se partiu ao meio permanece como um testemunho silencioso do insólito. A burocracia do Pentágono, no entanto, parece mais preocupada em ocultar do que em revelar, mesmo quando seus próprios oficiais confessam espanto diante do inexplicável.
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