República Islâmica pronta para ‘luta histórica’ contra nova agressão

O Contra-Almirante Habibollah Sayyari, vice-comandante do Exército iraniano, em imagem com mísseis ao fundo. (Foto: en.mehrnews.com)

O contra-almirante Habibollah Sayyari, vice-comandante do Exército da República Islâmica para Coordenação, declarou que as Forças Armadas do país estão preparadas para travar uma ‘luta histórica’ diante de qualquer nova agressão ou guerra imposta. O alto comandante militar enfatizou que a identidade nacional iraniana está entrelaçada com o sacrifício e o patriotismo, pronta para criar um novo marco de resistência comparável à operação que libertou a cidade de Khorramshahr.

A advertência foi emitida durante as cerimônias do 44º aniversário da retomada de Khorramshahr, um dos episódios mais simbólicos da guerra imposta pelo regime de Saddam Hussein na década de 1980. Na ocasião, a operação conhecida como Beit-ol-Moqaddas reverteu a ocupação territorial e consolidou-se como um símbolo nacional de tenacidade contra a invasão estrangeira.

Sayyari afirmou, conforme a Press TV, que o Exército aguarda apenas a ordem do Líder da Revolução Islâmica para desencadear ataques devastadores contra os inimigos. Ele ressaltou que a defesa da integridade territorial e da independência do país é um princípio inegociável e que as forças armadas mantêm prontidão operacional máxima para qualquer cenário.

Paralelamente, um comunicado oficial do Exército da República Islâmica endossou a posição de alerta máximo, afirmando que a força está plenamente preparada para alterar as equações do inimigo e demonstrar a firmeza da nação iraniana ao mundo. O texto enfatizou que as experiências acumuladas na guerra imposta pelo Iraque na década de 1980 fortaleceram a doutrina de defesa do país.

O Exército destacou que as lições desses confrontos resultaram em uma preparação para um ‘confronto decisivo e abrangente com qualquer ameaça e agressão dos inimigos’, o que demonstra o endurecimento da resiliência estratégica do Irã. A declaração reforça a capacidade de Teerã de absorver golpes e responder de forma contundente, desafiando as narrativas que tentam projetar fragilidade sobre sua estrutura militar.

A retórica de prontidão para o combate ocorre em um contexto de crescentes tensões regionais, onde a República Islâmica continua a ser alvo de pressões militares e sanções econômicas lideradas pelos Estados Unidos. Ao evocar o espírito da libertação de Khorramshahr, Teerã sinaliza que qualquer nova aventura militar contra seu território ou seus interesses encontrará uma resposta que transcende o campo de batalha convencional, visando a reconfiguração das correlações de força no Oriente Médio.

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