A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) respondeu às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou durante evento no Rio que uma eventual indicação do parlamento para o executivo resultaria em um nome ‘ligado à milícia’. A nota oficial da Alerj, divulgada no sábado (23), pede respeito e afirma que ‘é inaceitável qualquer tentativa de generalizar ou criminalizar o Parlamento fluminense’.
O presidente Lula fez a declaração na inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz, pedindo ao governador Cláudio Castro que ‘aproveite esses 10 meses’ para consertar o estado. A Alerj, em sua resposta, atribuiu parte da responsabilidade pelos desafios de segurança à ausência de políticas nacionais eficazes contra o tráfico de armas e a expansão das facções criminosas.
O texto divulgado pela assembleia ressalta que o momento ‘exige união institucional, equilíbrio e responsabilidade’, rechaçando declarações que estimulem divisão política. Conforme apurado pelo Metrópoles, a nota também cobra do governo federal ações mais contundentes no combate ao crime organizado.
A fala de Lula ocorreu em um contexto de acirramento das tensões entre o governo federal e o parlamento fluminense, marcado por sucessivas denúncias de infiltração do crime na política local. O presidente buscou, com seu discurso, pressionar o governador Cláudio Castro a adotar medidas firmes contra a influência das milícias.
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