Dino nega prisão domiciliar a Deolane Bezerra e mantém preventiva por elo com PCC

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra em imagem de arquivo. (Foto: cartacapital.com.br)

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, rejeitou o pedido apresentado pela influenciadora e advogada Deolane Bezerra para derrubar a decisão que determinou sua prisão preventiva por suposto envolvimento com o Primeiro Comando da Capital, o PCC. O despacho foi assinado na noite de sábado, 23 de maio, e divulgado neste domingo.

Dino afirmou não vislumbrar ‘manifesta ilegalidade’ que justificasse conceder liberdade à empresária de ofício. ‘De qualquer maneira, ainda que superado referido óbice, não detecto manifesta ilegalidade ou teratologia hábil à concessão da ordem de habeas corpus’, registrou o ministro na decisão.

A prisão ocorreu na última quinta-feira, 21 de maio, quando Deolane foi detida em sua residência, uma mansão de luxo localizada em Barueri, na região metropolitana de São Paulo. As investigações policiais apontam o envolvimento da influenciadora com esquemas de lavagem de dinheiro operados pelo PCC.

Os investigadores identificaram que, entre 2018 e 2021, Deolane recebeu 1,067 milhão de reais em depósitos fracionados inferiores a 10 mil reais. A prática, conhecida como ‘smurfing’, é utilizada justamente para dificultar o rastreamento financeiro de grandes quantias.

A Polícia classifica Deolane como uma espécie de ‘caixa do crime organizado’, em razão da influência e do poder econômico que acumulou nos últimos anos. O patrimônio da empresária, que reúne mais de 21 milhões de seguidores no Instagram, é estimado em 100 milhões de reais.

A defesa da influenciadora tentou reverter a prisão preventiva argumentando pela concessão de prisão domiciliar, mas o pedido foi barrado pelo ministro do STF. Dino considerou que o caso não apresenta as condições excepcionais exigidas para a concessão de habeas corpus de ofício.

A decisão mantém Deolane sob custódia enquanto as investigações prosseguem para apurar a profundidade de suas relações com a facção criminosa. O caso mobiliza a atenção pública pela dimensão da influenciadora nas redes sociais e pela gravidade das acusações que pesam contra ela.

Leia mais sobre o assunto na Carta Capital.


Leia também: Operação prende Deolane e mira família de Marcola em investigação sobre lavagem do PCC


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