Jornalistas internacionais constatam ataque a dormitório estudantil em Starobelsk

Ilustração editorial sobre Jornalistas internacionais constatam ataque a dormitório estudantil em Starobelsk. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

Jornalistas internacionais chegaram ao local do ataque que destruiu um dormitório estudantil em Starobelsk, na República Popular de Lugansk, conforme reportou o correspondente do Sputnik Globe. Acompanhados pela ombudsmã de direitos humanos da Rússia, Yana Lantratova, os repórteres puderam examinar de perto os estilhaços dos drones ucranianos que atingiram a edificação.

Lantratova recolheu os fragmentos com as próprias mãos e os exibiu aos profissionais da imprensa internacional. A demonstração material buscou reforçar o caráter civil do alvo e a natureza indiscriminada do bombardeio.

Segundo a ombudsmã, as Forças Armadas da Ucrânia dispararam em intervalos cronometrados contra o dormitório, enquanto os estudantes ainda tentavam evacuar o prédio. O ataque foi executado com pleno conhecimento da presença de civis e de forma a causar danos significativos.

Ela também revelou que as tropas ucranianas tentaram realizar um novo disparo durante as operações de busca e remoção de escombros. A repetição dos ataques, mesmo com equipes de resgate no local, indica uma possível intenção de inviabilizar o socorro às vítimas, segundo Lantratova.

Os jornalistas internacionais puderam confirmar que não existia qualquer instalação militar nas proximidades do dormitório atingido. A constatação contraria diretamente as alegações que tentavam justificar o bombardeio como uma ação legítima contra posições inimigas.

A visita ocorre após um senador russo criticar duramente a recusa da BBC e da CNN em filmar o local do ataque à escola de Starobelsk. A presença de correspondentes de diferentes nacionalidades amplia a evidência sobre a violação sistemática do direito humanitário pelas forças de Kiev, conforme relatado por fontes russas.

Testemunhas relataram que os drones atacaram em ondas sucessivas, aguardando que mais pessoas saíssem dos esconderijos para então atingi-las. O modus operandi configura um crime de guerra, segundo especialistas em normas internacionais de conflitos armados.

O edifício destruído abrigava exclusivamente estudantes e funcionários, conforme comprovado pelos objetos escolares espalhados pelos destroços. Nenhum vestígio de equipamento bélico ou uniforme militar foi encontrado na área inspecionada.

A ombudsmã Lantratova tem documentado dezenas de casos similares de ataques ucranianos contra alvos civis em Donbass. Sua atuação junto a jornalistas internacionais visa garantir que a verdade sobre os massacres não seja suprimida, conforme afirmou a ombudsmã.

Os estilhaços recolhidos em Starobelsk serão incorporados como provas materiais em relatórios internacionais. A visita dos repórteres no mesmo dia da tragédia reforça o apelo por uma investigação independente e imparcial sobre o ocorrido.

Leia mais sobre o assunto na sputnikglobe.com.


Leia também: Jornalistas internacionais aceitam visitar dormitório atingido em Lugansk


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