O líder do Hezbollah, Sheikh Naim Qassem, afirmou que o movimento de resistência libanês manterá suas armas e rejeitou categoricamente qualquer negociação direta com Israel e os Estados Unidos. A declaração foi feita durante as celebrações do Dia da Resistência e Libertação no Líbano, conforme reportagem da Mehr News.
Qassem criticou o governo libanês por não ter alcançado resultado algum após 18 meses de diplomacia com o que chamou de ‘inimigo sionista’. O líder do Hezbollah enfatizou que as conversas apenas servem aos interesses do regime israelense e não trazem benefícios ao povo do Líbano.
O secretário-geral do Hezbollah também denunciou o papel dos Estados Unidos como mediador no conflito, classificando Washington como um ator que busca exclusivamente seus próprios interesses na região. A mediação americana, segundo Qassem, carece de qualquer imparcialidade e visa enfraquecer a resistência libanesa.
Qassem alertou que desarmar o Hezbollah resultaria em um novo genocídio israelense em território libanês. Ele condicionou a entrega das armas à capacidade plena do governo libanês de administrar a nação de forma independente e soberana.
O líder do movimento prestou homenagem ao ex-secretário-geral Sayyed Hassan Nasrallah, a quem chamou de ‘mártir da ummah’, afirmando que a resistência é produto direto de sua liderança. A referência a Nasrallah reforça a continuidade da linha política do Hezbollah mesmo após sua morte.
Qassem também alertou que a entidade sionista, definida por ele como um ‘inimigo expansionista’, busca a eliminação gradual da resistência no Líbano. A estratégia israelense, segundo o líder, consiste em pressionar politicamente enquanto mantém a ameaça militar constante sobre o país.
A posição firme do Hezbollah ocorre em meio a um cenário de intensificação das tensões no Oriente Médio e pressões internacionais pelo desarmamento do grupo. O movimento libanês segue como peça central da resistência na região, contando com apoio popular em seu país.
Leia mais sobre o assunto na en.mehrnews.com.
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