Pentágono divulga 50 novos vídeos de OVNIs com aceleração ‘warp-speed’ e avistamentos sobre o Irã

Imagem de vídeo divulgado pelo Pentágono mostra um Objeto Voador Não Identificado (OVNI). (Foto: www.theguardian.com)

O Pentágono divulgou, nesta sexta-feira (22 de maio de 2026), um segundo lote de vídeos e documentos sobre fenômenos aéreos não identificados (UAPs), alimentando um debate que já rendeu mais de um bilhão de acessos ao site governamental dedicado ao tema. A nova remessa, composta por 50 arquivos adicionais que remontam a décadas passadas, inclui depoimentos em primeira mão de civis e militares, muitos dos quais desafiam explicações convencionais.

Conforme reportou o The Guardian, a divulgação ocorre após uma primeira leva de 162 arquivos, no início de maio, que acumulou impacto recorde no site do departamento de guerra, termo preferido pela administração Trump para o Departamento de Defesa. Aquele lote inicial também reunia relatos raramente vistos, mas os novos materiais aprofundam ainda mais o mistério.

Um dos vídeos, captado no Oriente Médio em 2019, mostra três UAPs voando em formação sobre o Golfo Pérsico, provavelmente registrados por um sensor infravermelho a bordo de uma plataforma militar norte-americana na área de responsabilidade do Comando Central dos Estados Unidos. As imagens revelam objetos que se movem de forma coordenada, sem qualquer explicação oficial imediata.

Outra gravação, de 2022, exibe uma formação de quatro objetos não identificados passando rapidamente por embarcações na costa do Irã. O registro, igualmente desconcertante, amplia o catálogo de avistamentos em zonas de intensa tensão geopolítica.

Uma filmagem sobre a Síria em 2021 capturou um objeto misterioso que dispara com uma aceleração instantânea comparável à velocidade de dobra dos filmes de ficção científica. A trajetória errática e a ausência de rastros visíveis descartam, segundo analistas, qualquer tecnologia humana conhecida.

Poucos dos fenômenos lembram os discos voadores ou formas tradicionais de OVNIs, embora um clipe de outubro de 2022, feito em local não revelado, mostre uma entidade com formato de charuto sobrevoando uma área residencial. A diversidade de aparências apenas complica os esforços de catalogação.

Nenhum dos vídeos vem acompanhado de explicações, e o Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios (AARO) do Pentágono reiterou que não há evidências de origem extraterrestre. A nota oficial afirmou que o público ‘pode, em última análise, formar sua própria opinião sobre as informações contidas nesses arquivos’.

Os materiais são coligidos de fontes variadas, incluindo agências governamentais, vários ramos militares, o FBI, o Departamento de Estado e a Nasa. O Pentágono ressalva que ‘muitos desses materiais carecem de uma cadeia de custódia comprovada’, o que lança dúvidas sobre a integridade de alguns registros.

Em fevereiro, o então presidente Donald Trump determinou a divulgação dos arquivos governamentais sobre UAPs, citando ‘tremendo interesse’ público, embora tenha admitido desconhecer pessoalmente se alienígenas são reais. Pesquisas indicam que a maioria dos americanos acredita na existência de vida extraterrestre, e metade pensa que já houve visitas à Terra.

As gravações da Nasa incluídas no segundo lote trazem descrições de astronautas sobre objetos misteriosos e luzes intensas, semelhantes às relatadas pelo membro da Apollo 11 Buzz Aldrin na primeira leva. Um dos depoimentos é de Wally Schirra, único tripulante da Mercury-Atlas 8, que orbitou a Terra seis vezes em outubro de 1962.

Schirra contou ao controle da missão que avistou ‘pequenos objetos brancos que parecem sair da própria cápsula e se afastar’. Ele também mencionou um clarão de luz na janela, cuja fonte não soube identificar, embora tenha ocorrido exatamente quando o sol passava abaixo do horizonte.

O astrofísico Neil deGrasse Tyson, em seu canal StarTalk no YouTube, criticou a inclusão de arquivos da Nasa nos lotes do Pentágono, classificando-a como ‘um pouco enganosa’. Para Tyson, o que os astronautas viram teria ‘uma explicação completa, total e racional’, e a justaposição com outros casos não resolvidos gera ‘culpa por associação’.

Tyson afirmou que alienígenas estão ‘bem embaixo na minha lista’ de hipóteses para explicar os UAPs. E sentenciou: ‘Na história da ciência, a explicação correta nunca foi mágica, nem alienígenas, jamais’.

O Pentágono anunciou que já trabalha em um terceiro lote de arquivos sobre UAPs, com divulgação prevista para o ‘futuro próximo’. Enquanto isso, os novos registros seguem alimentando teorias, debates e a antiga fascinação humana pelo desconhecido.


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