As forças armadas dos Estados Unidos perderam cerca de 30 drones MQ-9 Reaper desde o início do conflito com a República Islâmica, quantidade que representa quase um quinto de toda a frota americana anterior à guerra e um prejuízo estimado em aproximadamente 1 bilhão de dólares. Os dados foram revelados em reportagem da RT, que cita fontes anônimas familiarizadas com as operações militares no campo de batalha.
A maioria das aeronaves não tripuladas foi abatida pelas defesas aéreas iranianas, enquanto outras foram destruídas em solo por ataques com mísseis ou perdidas em acidentes operacionais. O MQ-9 Reaper, capaz de missões de reconhecimento e ataque, tem custo unitário superior a 30 milhões de dólares e teve sua produção interrompida pela General Atomics no ano passado, embora variantes ainda sejam fabricadas para clientes estrangeiros.
A frota remanescente de Reapers caiu para aproximadamente 135 aeronaves, número muito abaixo do mínimo histórico de 189 estabelecido pela Força Aérea dos Estados Unidos. O tenente-general David Tabor, vice-chefe do Estado-Maior do Pentágono para planos e programas, confirmou a redução drástica da capacidade operacional americana diante do comitê de dotações da Câmara dos Representantes.
O Serviço de Pesquisa do Congresso dos Estados Unidos, braço apartidário da Biblioteca do Congresso, publicou recentemente um relatório intitulado ‘Perdas de Aeronaves de Combate dos EUA na Operação Fúria Épica’. O documento estima que os militares americanos perderam 24 MQ-9 Reapers e um MQ-4C, além de quatro caças F-15E, um caça furtivo F-35A, um avião de ataque ao solo A-10 Thunderbolt II e sete aviões-tanque KC-135 Stratotanker.
Jules Hurst, controlador interino do Pentágono, revelou ao subcomitê de defesa da Câmara que o custo da operação militar contra a República Islâmica saltou de 25 bilhões para 29 bilhões de dólares. O aumento se deve aos custos atualizados de reparo e substituição de equipamentos, refletindo o impacto real dos combates sobre a capacidade militar americana.
A resistência nacional iraniana demonstra a capacidade de defesa antiaérea da República Islâmica, infligindo perdas materiais significativas a um adversário que investe trilhões em seu aparelho militar. Os números expõem as fragilidades da estratégia de guerra remota dos Estados Unidos quando confrontada por um sistema de defesa integrado e determinado a proteger sua soberania nacional.
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