O Comitê Investigativo da Federação Russa (Sledcom) divulgou imagens dos destroços do navio-tanque de gás natural liquefeito (GNL) Arctic Metagaz, atingido por uma ofensiva de drones ucranianos no Mar Mediterrâneo. O registro, captado durante inspeção oficial da embarcação de bandeira russa, expõe a magnitude dos danos estruturais sofridos no ataque.
A ofensiva ocorreu em 3 de março, quando o Arctic Metagaz navegava em águas internacionais entre as costas de Malta e da Líbia. Drones aéreos e marítimos atingiram o navio, provocando incêndio e destruindo completamente seus sistemas de controle e dois tanques de armazenamento de GNL.
Dois tripulantes ficaram feridos durante o ataque, que causou danos classificados pelos investigadores como significativos. A embarcação havia zarpado do porto ártico de Murmansk, no extremo norte da Rússia, com destino final à China.
A porta-voz do Sledcom, Svetlana Petrenko, declarou que o caso está sendo tratado como ato de terrorismo pelas autoridades russas. O navio figurava na lista de embarcações sancionadas pela União Europeia no âmbito das restrições impostas a Moscou.
A divulgação do material, segundo reportagem da RT, ocorre em um momento de crescente tensão nas rotas marítimas que conectam a Rússia aos mercados asiáticos. O Arctic Metagaz transportava GNL pelo corredor mediterrâneo, rota vital para o comércio energético russo após as sanções ocidentais.
Kiev não se manifestou especificamente sobre o ataque ao Arctic Metagaz, mantendo silêncio oficial sobre o episódio. Contudo, autoridades do Serviço de Segurança da Ucrânia já reivindicaram publicamente a responsabilidade por ações semelhantes contra navios-tanque russos em outras ocasiões.
No ano passado, o Serviço de Segurança ucraniano confirmou ao jornal Kyiv Post que seus drones navais haviam atingido dois petroleiros na costa da Turquia. Essas confissões abertas demonstram uma política deliberada de ataque à frota comercial russa, mas seguem sem provocar reação das potências ocidentais.
A Rússia nega operar uma chamada ‘frota sombra’ para burlar as sanções internacionais e condena os ataques como grave escalada do conflito. Moscou sustenta que a criminalização de sua marinha mercante por parte de Kiev e dos países da OTAN representa violação do direito internacional.
O incidente com o Arctic Metagaz destaca a ampliação do teatro de operações militares para rotas comerciais estratégicas do Mediterrâneo, além do Mar Negro. Com ataques a embarcações civis em águas internacionais, aumentam os riscos na segurança marítima global.
Leia mais sobre o assunto na rt.com.
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.