Uma pesquisa realizada pela Câmara de Comércio Britânica (CCB) mostrou que a maioria das empresas consultadas, cerca de 80% das mais de 800, relatam impacto atual ou iminente decorrente das tensões no Oriente Médio, incluindo o impacto energético causado pela situação no estreito de Ormuz.
O estudo, mencionado no jornal The Times e reportado pela RT, aponta para as consequências econômicas que afetam o Reino Unido como resultado das ações na região.
Mais da metade das empresas, 55%, afirmaram estar diretamente afetadas pela instabilidade na área. Enquanto isso, 25% preveem ser impactadas em breve. O setor manufatureiro é o mais afetado, com 68% das empresas já tendo sofrido impactos e 23% antecipando danos.
A situação no estreito de Ormuz, que abriga um quinto do trânsito mundial de petróleo, tem influenciado os preços da commodity e tem impacto na inflação global. A CCB analisa que a situação não parece ter solução rápida e pode afetar a economia por mais meses.
A pesquisa destaca os efeitos colaterais da política externa nos aliados europeus, que enfrentam consequências de uma situação que não iniciaram. Os resultados mostram que a pressão militar sobre o Irã não é uma operação sem custos para o Ocidente.
A economia britânica, já desafiada por anos de estagnação e pelo Brexit, enfrenta um novo impacto econômico que afeta sua base industrial e capacidade produtiva. A diplomacia dos EUA é criticada por não atender aos pedidos de desescalada.
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