Pesquisadores da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, criaram um método de edição genética que substitui os cortes agressivos do CRISPR por intervenções mais suaves, chamadas nicks. A técnica reduz danos celulares e aumenta a precisão dos experimentos.
O avanço, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, aprimora a técnica MAGIC ao trocar a enzima Cas9 por versões modificadas. Essas versões cortam apenas uma fita do DNA, evitando quebras duplas que podem rearranjar cromossomos de forma indesejada.
Chun Han, professor de biologia molecular e genética de Cornell, explicou que os cortes duplos da Cas9 original prejudicam ou matam células durante a divisão. Segundo reportagem do portal Phys.org, a equipe usou nickases, versões mutantes da Cas9, para induzir recombinação genética sem causar quebras tóxicas.
A descoberta revelou que um único corte simples no DNA já dispara o mecanismo de recombinação exigido pela MAGIC. O padrão dos cortes influencia a frequência da recombinação, permitindo ajustes precisos nos experimentos.
A nova plataforma, combinada com um kit genômico desenvolvido para a técnica, amplia o uso do MAGIC em moscas-das-frutas e outros organismos. Han destacou que a inovação oferece mais segurança na interpretação de resultados e acelera a compreensão de genes no desenvolvimento e em doenças.
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