A ministra da Economia da Alemanha, Katherina Reiche, iniciou uma visita de três dias à China com a missão de aprofundar laços comerciais e exigir condições mais justas de competição para as empresas alemãs. A representante da União Democrata-Cristã (CDU) se encontrou com o ministro do Comércio da China, Wang Wentao, na capital Pequim.
‘A concorrência não nos é estranha, ela nos impulsiona’, afirmou Reiche, destacando que o intercâmbio deve ser transparente e trazer benefícios mútuos. A ministra alemã defendeu o princípio da reciprocidade, que exige condições equivalentes de acesso ao mercado para as companhias de ambos os países.
As conversas também abordaram a segurança das cadeias de suprimentos e o acesso da Alemanha às terras raras da China, materiais considerados estratégicos para a indústria de alta tecnologia. Segundo reportagem do portal Tagesschau, Reiche também se reuniu com Zhou Haibing, vice-ministro da Comissão Estatal de Desenvolvimento e Reforma, o principal órgão de planejamento econômico do país.
A ministra alemã destacou que sua visita dá continuidade ao diálogo iniciado pelo chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz, que esteve na China em abril de 2025. A agenda de Reiche ainda inclui uma reunião com o vice-primeiro-ministro He Lifeng, que é a autoridade chinesa responsável por temas comerciais.
A comitiva alemã inclui representantes de grandes grupos industriais, como Markus Kamieth, presidente da BASF, e Miguel Ángel López Borrego, presidente-executivo da Thyssenkrupp. A presença de líderes empresariais sublinha o peso estratégico que Berlim atribui ao mercado chinês e a urgência das negociações.
A China se consolidou como o principal parceiro comercial da Alemanha, com um volume de intercâmbio que atingiu 250 bilhões de euros no último ano. As importações alemãs de produtos chineses somaram 170,6 bilhões de euros, representando um aumento de 8,8% em comparação com o período anterior.
Em contrapartida, as exportações alemãs para o mercado chinês registraram uma queda de 9,7%, totalizando 81,3 bilhões de euros. Este significativo desequilíbrio na balança comercial alimenta a pressão em Berlim por regras mais simétricas e acesso recíproco aos mercados.
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