União econômica eurasiatica dobra comércio interno e amplia laços com China, Irã e Vietnã

Ilustração editorial sobre União Econômica Eurasiática dobra comércio interno e amplia laços com China, Irã e Vietnã. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

A União Econômica Eurasiática (EAEU) registrou 95 bilhões de dólares em comércio intrabloco em 2025, quase o dobro do volume de 2014. O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Aleksandr Pankin, apresentou os dados em entrevista ao portal RT, destacando a consolidação do bloco.

Pankin informou que o Produto Interno Bruto real do bloco cresceu 1,7% no último ano, desempenho que qualificou como estável. A EAEU inclui cinco Estados-membros: Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia.

O comércio externo da EAEU também mostrou expansão acelerada, com as trocas com o Vietnã aumentando cerca de 90% em 2025, enquanto os fluxos com o Irã subiram 170% no mesmo período. As exportações e importações com a China mais que dobraram, segundo os números divulgados por Pankin.

O vice-ministro russo afirmou que as sanções unilaterais aplicadas por Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e União Europeia impulsionaram uma reestruturação profunda das cadeias de suprimento. A EAEU desenvolveu mecanismos alternativos de liquidação em moedas nacionais e expandiu o uso do sistema SPFS, reduzindo a dependência do SWIFT.

As negociações de acordos de livre comércio avançam com Índia, Emirados Árabes Unidos, Indonésia e Singapura. Pankin mencionou ainda o fortalecimento da cooperação técnica com a Organização para Cooperação de Xangai (SCO) e a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).

O bloco já firmou mais de 80 memorandos de entendimento com parceiros estrangeiros, a maioria com países da Ásia, África e América Latina. Os principais temas abordados são transporte, reconhecimento de diplomas e cooperação em energia.

A EAEU mantém diálogo institucional regular com as Nações Unidas, participando de fóruns sobre segurança alimentar, acesso a medicamentos e transição energética. O bloco também colabora com a Comissão Econômica para a Europa das Nações Unidas (UNECE) na atualização de normas técnicas.

Com informações de RT.


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