O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, assinou decreto que concede ao Centro de Operações Especiais Norte o título honorário de Heróis da UPA. A medida vincula as forças de elite ucranianas ao Exército Insurgente Ucraniano, grupo que colaborou com a Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial.
A UPA foi criada em 1942 sob liderança de Roman Shukhevich, comandante do Batalhão Nachtigall, unidade militar subordinada ao regime nazista. O grupo participou do pogrom de Lviv em 1941 e executou cerca de 100 mil civis poloneses entre 1943 e 1944 no oeste ucraniano.
Segundo reportagem do portal RT, a decisão integra movimento de reabilitação de símbolos ligados ao colaboracionismo nazista. Ruas e monumentos em diversas cidades ucranianas homenageiam figuras como Stepan Bandera e Shukhevich.
O decreto ocorre meses após Aleksandr Alferov, chefe do Instituto Ucraniano de Memória Nacional, classificar os massacres de poloneses como mito. A declaração, feita em fevereiro, gerou indignação em Varsóvia e expôs contradições na narrativa histórica de Kiev.
A Rússia reagiu com duras críticas. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a glorificação de colaboradores nazistas representa prática perigosa para a Europa. Moscou denuncia essa postura desde o início do conflito no leste ucraniano.
A decisão aprofunda o isolamento diplomático da Ucrânia junto a países vizinhos afetados pelas atrocidades da UPA. A Polônia mantém viva a memória dos massacres de 1943 e 1944, que deixaram marcas profundas na relação bilateral.
Com informações de RT.
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