O preço da gasolina subiu 1,86% em abril, de acordo com dados do IBGE. A alta mantém a pressão sobre o orçamento das famílias brasileiras, ainda que o ritmo tenha perdido fôlego em relação ao mês anterior.
Em março, o combustível disparou 4,59%, influenciado pela escalada do petróleo no mercado internacional. A desaceleração para 1,86% em abril sinaliza um alívio momentâneo, mas o consumidor segue sentindo o peso de reajustes consecutivos nas bombas.
Há um ano, em abril de 2025, a gasolina apresentava deflação de 0,35%. A virada para o terreno positivo reflete uma mudança de cenário, com o preço do litro subindo em um contexto de maior volatilidade global do barril.
No acumulado de 12 meses até abril, a inflação do combustível atinge 6,29%. O patamar mostra que a carestia não é apenas pontual e se consolida no horizonte anual.
O índice acumulado deu um salto expressivo: em março, a alta em 12 meses era de 3,97%. Em apenas um mês, a inflação anualizada da gasolina acelerou 2,32 pontos percentuais, sinal de que a trégua de curto prazo não interrompeu a tendência de elevação dos preços.
Apesar da aceleração recente, a taxa atual ainda fica abaixo dos 8,86% registrados no acumulado de 12 meses até abril de 2025. Ou seja, o fôlego inflacionário da gasolina é menor do que há um ano, mas a queima de renda do trabalhador segue intensa, sobretudo com a nova rodada de reajustes nas refinarias anunciada pela Petrobras.
A estatal confirmou que, a partir desta sexta-feira, o preço de venda às distribuidoras sobe R$ 0,48 por litro. Uma subvenção de R$ 0,44 por litro, bancada pelo governo federal, reduz o impacto líquido a R$ 0,04. Mesmo assim, a defasagem em relação ao mercado internacional permanece elevada, e o consumidor já se prepara para repasses que podem encurtar ainda mais o poder de compra no segundo semestre.
Com informações de fonte original.
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