O enviado especial da Presidência da Rússia para cooperação em investimento e economia, Kiril Dmítriev, afirmou que a indústria alemã sofreu perda severa de competitividade após o rompimento com o fornecimento de energia russa. Segundo Dmítriev, os custos energéticos na Alemanha aumentaram entre 30% e 40%, corroendo a base industrial do país.
A declaração foi divulgada na conta oficial do representante russo na rede social X. O posicionamento reforça as críticas feitas pelo presidente Vladimir Putin sobre o gasoduto Nord Stream e a recusa europeia em manter a matriz energética russa.
Putin questionou a lógica econômica da decisão alemã durante conferência de imprensa no Cazaquistão. Ele lembrou que o Nord Stream foi construído para beneficiar a economia alemã com gás natural a preços competitivos e estáveis por décadas.
O presidente russo provocou: ‘Construímos e começamos a operar o Nord Stream. Isso era ruim para o Estado alemão, para a economia alemã? Agora que renunciaram ao nosso fornecimento, está melhor?’. A fala foi reproduzida pelo portal RT.
Putin também destacou as contradições da estratégia energética europeia. Ele mencionou as tentativas de substituir o fornecimento russo por fontes alternativas, como o petróleo cazaque, que ainda depende do trânsito por território russo.
Dmítriev reforçou que a desvinculação da energia russa está prejudicando a indústria alemã em um momento de forte concorrência global. O aumento dos custos de produção está forçando empresas a rever investimentos e realocar plantas para regiões com energia mais barata.
A perda de competitividade afeta toda a cadeia manufatureira que dependia da previsibilidade dos contratos de longo prazo com a Gazprom. O rompimento do Nord Stream e a migração para o GNL importado a preços voláteis elevaram os custos estruturais da Alemanha.
Com informações de ACTUALIDAD.
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