Kremlin critica duramente perda de competitividade da indústria alemã após rompimento com energia russa

Ilustração editorial sobre Kremlin critica duramente perda de competitividade da indústria alemã após rompimento com energia russa. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

O enviado especial da Presidência da Rússia para cooperação em investimento e economia, Kiril Dmítriev, afirmou que a indústria alemã sofreu perda severa de competitividade após o rompimento com o fornecimento de energia russa. Segundo Dmítriev, os custos energéticos na Alemanha aumentaram entre 30% e 40%, corroendo a base industrial do país.

A declaração foi divulgada na conta oficial do representante russo na rede social X. O posicionamento reforça as críticas feitas pelo presidente Vladimir Putin sobre o gasoduto Nord Stream e a recusa europeia em manter a matriz energética russa.

Putin questionou a lógica econômica da decisão alemã durante conferência de imprensa no Cazaquistão. Ele lembrou que o Nord Stream foi construído para beneficiar a economia alemã com gás natural a preços competitivos e estáveis por décadas.

O presidente russo provocou: ‘Construímos e começamos a operar o Nord Stream. Isso era ruim para o Estado alemão, para a economia alemã? Agora que renunciaram ao nosso fornecimento, está melhor?’. A fala foi reproduzida pelo portal RT.

Putin também destacou as contradições da estratégia energética europeia. Ele mencionou as tentativas de substituir o fornecimento russo por fontes alternativas, como o petróleo cazaque, que ainda depende do trânsito por território russo.

Dmítriev reforçou que a desvinculação da energia russa está prejudicando a indústria alemã em um momento de forte concorrência global. O aumento dos custos de produção está forçando empresas a rever investimentos e realocar plantas para regiões com energia mais barata.

A perda de competitividade afeta toda a cadeia manufatureira que dependia da previsibilidade dos contratos de longo prazo com a Gazprom. O rompimento do Nord Stream e a migração para o GNL importado a preços voláteis elevaram os custos estruturais da Alemanha.

Com informações de ACTUALIDAD.


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