ONU acusa Israel de usar violência sexual como arma de guerra contra palestinos

O secretário-geral da ONU, António Guterres, discursa em evento institucional. (Foto: tagesschau.de)

Um relatório das Nações Unidas acusa as forças de segurança israelenses de cometerem violência sexual sistemática contra palestinos. O documento, elaborado sob a liderança do secretário-geral da ONU, António Guterres, inclui Israel em uma lista de atores que empregam esse tipo de violência como método de guerra em conflitos armados.

O relatório documenta abusos verificados ao longo do ano passado, incluindo estupros com objetos, estupros coletivos, tentativas de estupro e violência física contra genitais. As Nações Unidas confirmaram múltiplos casos de violência sexual relacionada ao conflito, afetando tanto a Faixa de Gaza quanto a Cisjordânia ocupada.

As vítimas identificadas pela investigação somam 31 pessoas, sendo 14 homens, sete mulheres, nove meninos e uma menina. A maioria dos casos de estupro e estupro coletivo atingiu nove vítimas, originárias majoritariamente de Gaza.

O governo israelense reagiu imediatamente. O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, classificou a inclusão do país na lista como uma decisão ultrajante. Danon anunciou o rompimento do contato da representação israelense com o secretariado-geral liderado por Guterres.

A porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, afirmou que a organização tomou conhecimento da decisão israelense e permanece disposta ao diálogo. O Hamas já havia sido incluído nessa mesma lista no ano anterior, acusado de empregar violência sexual como arma de guerra durante o ataque de 7 de outubro de 2023.

O relatório também adicionou outros países à relação, em um documento anual que monitora atores estatais e não estatais sob suspeita de práticas sistemáticas desse tipo de crime. A inclusão de Israel amplia a pressão diplomática sobre o governo israelense e marca um avanço nas investigações internacionais sobre a conduta de suas forças nos territórios palestinos ocupados.

Leia mais sobre o assunto na tagesschau.de.


Leia também: Embaixador de Israel rompe relações com secretário-geral da ONU após inclusão em lista de violência sexual


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