OpenAI anuncia medidas contra desinformação para eleições de 2026

Logotipo do ChatGPT em parede de escritório. (Foto: canaltech.com.br)

A OpenAI, criadora do ChatGPT, anunciou um conjunto de ações para combater a desinformação durante as eleições de 2026 no Brasil e nos EUA. O plano inclui a exibição da apuração de votos em tempo real, baseada nos dados oficiais da Associated Press, além de fornecer informações práticas sobre locais de votação, prazos e procedimentos de registro.

Conforme detalhou o Canaltech, a empresa ainda não confirmou um parceiro nacional definitivo para a operação no Brasil. Os históricos de conformidade de grandes plataformas no país, no entanto, envolvem cooperação direta com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O ecossistema digital brasileiro já enfrenta os efeitos da disseminação de avatares sintéticos em campanhas políticas. Um levantamento identificou, entre janeiro de 2025 e abril de 2026, vários perfis criados artificialmente para atuar como supostos influenciadores e comentaristas políticos, dos quais a maioria omitia qualquer aviso sobre a natureza artificial do conteúdo.

Para combater os deepfakes gerados internamente, a OpenAI incorporou a marca d’água digital SynthID às imagens produzidas via ChatGPT. Desenvolvida em parceria com o Google, a tecnologia opera de forma complementar aos metadados do padrão internacional Coalition for Content Provenance and Authenticity, permitindo rastrear a procedência de um arquivo.

A companhia também disponibilizou uma ferramenta pública de checagem na internet, capaz de processar arquivos e detectar a presença do carimbo SynthID. A limitação prática, no entanto, é que o sistema se restringe ao conteúdo produzido pelas tecnologias da OpenAI, sendo incapaz de detectar adulterações de plataformas como Meta AI ou Midjourney.

As novas regras de uso da plataforma vedam a criação e distribuição de campanhas de marketing político em grande escala que simulem engajamento orgânico. A veiculação de anúncios políticos pagos está totalmente proibida nos serviços da empresa durante o ciclo eleitoral.

O uso legítimo da inteligência artificial generativa por comitês de campanha fica condicionado a tarefas organizacionais internas com supervisão humana. As atividades permitidas incluem traduções de materiais, rascunhos de relatórios e planejamentos de agendas públicas.

A conformidade com as normas eleitorais brasileiras aprovadas pelo TSE exigiu modificações nos critérios de neutralidade das respostas do chatbot. O algoritmo está programado para barrar a recomendação de votos ou o ranqueamento comparativo entre candidatos, alinhando a operação às restrições da justiça eleitoral do país.

O reforço das estratégias de segurança pelas grandes empresas de tecnologia coincide com a expansão do uso de assistentes virtuais em rotinas corporativas. A integração de ferramentas de verificação e a aposta em dados oficiais sinalizam uma tentativa de reduzir o impacto da desinformação automatizada sobre os processos democráticos.


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Redação:
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