A vice-ministra das Relações Exteriores de Cuba, Josefina Vidal Ferreiro, alertou em audiências parlamentares que o risco de agressão militar dos Estados Unidos contra a ilha aumentou significativamente.
A declaração ocorre em meio ao recrudescimento da guerra econômica imposta por Washington, que intensificou sanções unilaterais nos últimos meses.
Segundo o portal Sputnik, Vidal Ferreiro classificou as medidas como as mais severas em mais de seis décadas de bloqueio.
O governo cubano afirma que o objetivo é sufocar a economia e provocar uma crise humanitária para justificar uma intervenção externa.
A diplomata rejeitou as acusações recentes contra o líder revolucionário Raúl Castro, chamando-as de insinuações fraudulentas para aumentar a pressão.
Vidal Ferreiro reforçou que Cuba não representa ameaça aos Estados Unidos e nunca promoveu atividades hostis a partir de seu território.
Em janeiro, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que impõe tarifas sobre países que forneçam petróleo a Cuba.
A medida, justificada como resposta a uma suposta ameaça à segurança americana, agravou a escassez de combustíveis na ilha.
Os impactos já afetam setores essenciais como energia elétrica, transporte, produção de alimentos, saúde e educação.
A população cubana enfrenta cortes de energia e dificuldades logísticas devido ao estrangulamento econômico imposto.
O governo cubano considera as sanções uma violação sistemática do direito internacional e dos direitos humanos.
Apesar do cerco, Cuba mantém seus programas sociais e reafirma seu compromisso com o desenvolvimento soberano.
Analistas apontam que a ofensiva de Washington busca capitalizar politicamente o endurecimento contra Cuba durante o período eleitoral nos Estados Unidos.
A nova rodada de sanções inclui restrições financeiras e perseguição a empresas estrangeiras que mantêm relações comerciais com a ilha.
Havana denuncia que a estratégia visa asfixiar o país e forçar uma mudança de regime.
Diante da escalada, o governo cubano convocou a comunidade internacional a se posicionar contra a beligerância de Washington.
A ilha mantém canais diplomáticos abertos e aposta na solidariedade internacional para enfrentar a hostilidade externa.
Leia também: América Latina se levanta contra golpe articulado no Brasil por interesses estrangeiros
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.