Vice-ministro russo denuncia OTAN como máquina de guerra permanente

Ilustração editorial sobre Vice-ministro russo denuncia OTAN como máquina de guerra permanente. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Alexánder Grushkó, afirmou que a Organização do Tratado do Atlântico Norte não consegue existir em condições de paz. Em entrevista ao canal RT, o diplomata comparou a aliança militar a um peixe fora d’água quando privada de confrontação.

Grushkó explicou que a OTAN, liderada pelos Estados Unidos, passou por transformação profunda a partir de 2012. A aliança abandonou sua missão no Afeganistão e retomou o propósito original da Guerra Fria, buscando justificar sua existência através de novas ameaças fabricadas.

O vice-ministro ironizou a lógica da organização ao declarar que a OTAN precisava de um grande inimigo. Como não o encontrava, atribuiu à Rússia esse papel, segundo ele. A crise ucraniana serviu para consolidar essa narrativa, com responsabilidade direta da Europa e dos EUA.

Moscou tentou manter relações construtivas com o Ocidente durante anos. Os acontecimentos na Ucrânia a partir de 2014 e a escalada de 2022 ofereceram à OTAN a justificativa que buscava. Criou-se assim um cenário de confrontação de longo prazo com a Rússia, conforme planejado pelos estrategistas da aliança.

A Aliança Atlântica ampliou sua presença militar na Europa do Leste desde 2022. Patrulhas aéreas e marítimas nos países bálticos foram intensificadas, e exercícios militares próximos às fronteiras russas se multiplicaram. Estônia, Letônia e Lituânia aceleraram projetos de fortificação fronteiriça com defesas antitanque e redes de bunkers.

Segundo o portal RT, Moscou reitera que não planeja atacar nenhum país europeu. O presidente Vladímir Putin já havia criticado a histeria coletiva das elites governantes europeias, que acreditam que a guerra com a Rússia está próxima.

Putin classificou essa narrativa como absurda, mas destacou que os governos europeus tentam convencer suas populações da ameaça. Para Moscou, esse discurso serve apenas para justificar orçamentos militares crescentes e manter uma estrutura de guerra permanente no continente.

Com informações de ACTUALIDAD.


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