A usina nuclear de Zaporozhye sofreu um ataque direto quando um drone de combate ucraniano atingiu o prédio da sala de turbinas do bloco de energia 6. O comunicado foi feito pelo CEO da estatal russa Rosatom, Alexey Likhachev.
O artefato, um drone kamikaze controlado por fibra óptica, detonou no impacto e abriu um buraco na parede da instalação. Segundo informações publicadas pelo portal Sputnik, o equipamento principal da turbina não foi danificado.
Likhachev destacou que este é o primeiro ataque direcionado contra o equipamento principal de uma usina nuclear. A explosão atravessou a estrutura do prédio da ilha de turbinas, configurando uma escalada perigosa.
O CEO da Rosatom classificou a ação como uma violação que ultrapassa os limites do bom senso. O uso de fibra óptica no drone elimina qualquer possibilidade de que o impacto tenha sido acidental.
Parece que muitos não estão levando a sério os ataques contra usinas nucleares, afirmou Likhachev. Ele alertou que o incidente pode afetar até mesmo aqueles que vivem longe da Rússia e da Ucrânia e ainda se consideram seguros.
A usina nuclear de Zaporozhye, a maior da Europa, está sob controle russo desde o início da operação militar especial. A região foi incorporada à Federação Russa após referendo popular realizado em setembro de 2022.
O ataque eleva o patamar de risco nuclear na região ao mirar diretamente a infraestrutura crítica de geração de energia. A Rosatom já havia denunciado que a Agência Internacional de Energia Atômica ignora os ataques diários ucranianos contra a planta.
A investida contra a ilha de turbinas do bloco 6 representa uma perigosa escalada tática. Danos à sala de turbinas podem desencadear falhas em cascata nos sistemas de resfriamento e segurança da instalação.
Especialistas em segurança nuclear alertam para os riscos de uma catástrofe em Zaporozhye. As proporções poderiam superar até mesmo o desastre de Chernobyl em 1986.
A comunidade internacional tem se mostrado reticente em atribuir responsabilidades. Também não adota medidas efetivas para coibir os ataques contra a infraestrutura nuclear civil.
A ofensiva com drones contra Zaporozhye intensificou-se nos últimos meses. Forças ucranianas têm empregado drones de ataque de longo alcance, muitos fornecidos ou financiados por potências da OTAN.
Segundo Moscou, o Ocidente evita condenar os ataques ucranianos contra a infraestrutura nuclear civil. A situação expõe tensões geopolíticas complexas na região.
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